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Capítulo 7 de 40
Canção do Serviço
Antologia da Espiritualidade · Chico Xavier, pelo espírito Maria Dolores
Maria Dolores
Ouve, alma irmã: Se pretendes realizar Uma empresa de amor, Não te deites à sombra do pesar, Nem te ponhas a ouvir O peito fatigado e sofredor... Para elevar e redimir, Varar e edificar, Em demanda ao porvir, Sempre melhor sorrir que lastimar.
Sobre e terra, trabalha com teu sonho, Como o escultor brunindo a pedra bruta, E nos dias do circulo enfadonho De amargura, tristeza, cinza e luta, Lembra-te sempre disso: Tudo o que a vida guarda De belo, grande e bom É força de bondade inflamada em serviço...
Se a calúnia te espia, Serve mais, dia a dia.
Esmera- te a esquecer aquilo que te ofende, Pois quem ama, em verdade, Naquilo em que se agrade ou desagrade, Tanto mais serve quanto mais compreende.
Se a injúria te atrapalha e a incompreensão te humilha, Lê a doce cartilha Que a Natureza escreve, maternal: Da lama ao céu, por Lei de Clemência O serviço domina Onde o bem vence o mal.
O regato que alenta Frondes, frutos, raízes, Tento quanto sustenta As serpentes e os mormos inferes, Serve cativo ao chão...
A planta que supri,e o martírio da fome Nasce, cresce, trabalha e se consome, Torturada e esquecida Sem aguardar qualquer compensação, Para suster-te a vida.
O Sol dissipa as trevas sem barulho, Dá-se, esplendora e, sem que a noite o vença, Serve, triunfante e bom, sem migalha de orgulho, Da cúpula anilada, acolhedora e imensa,
Às furnas abismais!...
Se queres atingir a concretização Doe teus mais belos ideais, Alma irmã, serve mais!...
E, alcançando a vitória, Do teu sonho na senda transitória, Perceberás, então, Por mais servir e mais aprimorar-te, Que a presença de Deus, onde transites, É serviço brilhando em toda a parte Para o bem sem limites.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.