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Capítulo 37 de 40

Sempre Coração

Antologia da Espiritualidade · Chico Xavier, pelo espírito Maria Dolores

Maria Dolores

Para exaltar a glória da bondade, Não digas, alma irmã, que nada tens. De gota a gota, o mar se consolida E, migalha em migalha, a grandeza da vida É um mar excelso de infinitos bens.

Caridade recordar a natureza Que na bênção de Deus se concebe e aglutina, Revelando no todo, Da cúpula do Céu às entranhas do Lodo, Que a presença do amor é sempre luz divina.

A bolsa generosa em socorro fraterno Lembra o Sol a servir, tanto quanto fulgura, Mas o vintém doado em auxílio a quem chora É o copo de água pura à sede que devora, A solidariedade em forma de ternura.

A fortuna em, serviço é a usina poderosa Da civilização na força que lhe empresta, Garantindo o progresso, a cultura e a beleza, Mas da espiga singela é que o pão vem à mesa E da, semente humilde é que nasce a floresta.

O prato, o cobertor, a roupa restaurada, Um, traço de carinho em amparo de alguém, Pode ser, alma irmã, o complemento justo, Para que se nos faço o regresso sem custo Ao campo de trabalho e a integração no bem.

Nunca fales “mão tenho” e nem digas “mão posso”, Traze louvor do bem o braço amigo e irmão, Um sorriso e quem passa ao vento e ao desalinho, Flor de esperança às pedras do caminho, Que a caridade, em tudo, é sempre coração.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.