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Capítulo 18 de 18

Capitulo 20

Amor e Verdade · Chico Xavier, espíritos diversos

Mirna Lagorga

Aí está o querido Maurício, irmão e amigo. Lembro-lhe os conselhos. Aquele olhar ensaiando severidade na face do garoto maravilhoso que é meu irmão prodígio! Sabia ouvir os seus apontamentos e avaliar respeitosamente a sua austeridade de menino perfeito... Quando me vi restituída ao próprio discernimento, alguém velava comigo, entre as enfermeiras desconhecidas, que me amparavam, Vovó Maria, aquela que foi para a Mãezinha Edith um anjo guardião, me afagava e me pedia esquecer... Não era fácil. Todos de casa, incluindo o companheiro dos ideais de noivado, estavam comigo. Ainda ignoro como esclarecer de que modo me achava ali, numa paisagem diferente e em casa ao mesmo tempo. Mãezinha, Papai, querido Mauricio e querido Cuca, a mudança de plano não nos altera. Sou a mesma, mas realmente passada a limpo. O querido amigo será feliz sem que eu lhe tome a frente ou a retaguarda, todos os dias, dentro de uma casa. Entre nós não foi cultivada qualquer idéia de afeição egoísta e possessiva, já sei que se fosse ele o objeto de transferência em que me vi, de inesperado, teria desejado a mim o que peço a Deus para ele agora - a felicidade com alguém que lhe faça o caminho terrestre menos áspero. Isso não é ausência de amor e nem desapego. É compreensão com amor muito maior. Mirna Lagorga

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.