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Capítulo 6 de 6

Em Qual Escola Você Colocaria Seu — parte 4 de 4

A Reencarnação no Evangelho · Hugo Alvarenga Novaes

Platão e Pitágoras como fervorosos paladinos das vidas sucessivas. Sócrates ensinava que “as almas, depois de haverem estado no Hades o tempo necessário, são reconduzidas a esta vida em múltiplos e longos períodos”. O ensino pitagórico era, como é notório, essencialmente reencarnacionista, dele advindo, por falsa interpretação de mentes pouco evoluídas, a errônea teoria da metempsicose. Entre os romanos, Virgílio e Ovídio disseminavam os princípios reencarnacionistas. Ovídio chegava a dizer: “quando minha alma for pura, irá habitar os astros que povoam o firmamento”, admitindo, assim, semelhantemente aos espíritas, a sucessividade das vidas em outros planetas. São Jerônimo afirmava, por sua vez, “que a transmigração das almas fazia parte dos ensinos revelados a um certo número de iniciados”. Deixemos, contudo, esses consagrados vultos, cuja opinião, embora respeitável e acatada, empalidece ante a opinião da figura máxima da Humanidade — Nosso Senhor Jesus-Cristo. O Sublime Embaixador pregou a Reencarnação. Algumas vezes, de forma velada; outras, com objetividade e clareza. Falando a respeito de Elias, o profeta falecido alguns séculos antes, diz o Mestre: — “Elias já veio e não o conhecestes”, compreendendo então os discípulos que se referia a João Batista (Elias reencarnado).

No famoso diálogo com Nicodemos, afirma que ninguém alcançará o Reino de Deus “se não nascer de novo. Nascer da água e do Espírito — o que completa a intenção, o pensamento reencarnacionista de Jesus. Em outra oportunidade, externando por meio de simples alegoria sobre a Lei de Causa e Efeito — ou Carma —, sentencia: — “Ninguém sairá da Terra sem que pague até o último ceitil”, isto é: até a completa remissão das faltas. Como se vê, o Espiritismo não criou, não inventou a Reencarnação. Aceitando-a como herança de eminentes filósofos e de respeitáveis doutrinas, de Jesus e de Seus discípulos, e confirmada, a seu tempo, pelos Espíritos do Senhor, o Espiritismo promoveu o seu estudo, a sua difusão, a sua exegese. Ela é, contudo, antiquíssima, conhecida e professada antes do Cristo, na época do Cristo e em nossos dias. Há mais de um século o Espiritismo apresenta-a por único meio de crermos num Pai Justo e Bom, que dá a cada um “segundo as suas obras” e como elemento explicativo da promessa de Jesus, de que “nenhuma de suas ovelhas se perderia”.

A Reencarnação é a chave, a fórmula filosófica que explica, sem fugir ao bom-senso nem à lógica, as conhecidas desigualdades humanas — sociais, econômicas, raciais, físicas, morais e intelectuais. Sem o esclarecimento palingenésico, tais diversidades deixariam um doloroso “ponto de interrogação” em nossa consciência, no que diz respeito à Justiça Divina.

Sem as suas claridades, seria a Justiça de Deus bem inferior à dos homens. Teríamos um Deus parcial, injusto, caprichoso, cruel, impiedoso mesmo. Um Deus que beneficiaria a uns e infelicitaria à maioria. Com a Reencarnação, temos Justiça Incorruptível, equânime, refletindo a ilimitada Bondade do Criador. Um Deus que perdoa sem tirar ao culpado a glória da remissão de seus próprios erros. Um Deus que perdoa, concedendo ao culpado tantas oportunidades quantas ele necessite para reparar os males que praticou. Com a Palingenesia, temos um Deus que se apresenta, no Altar de nossa consciência e no Templo do nosso coração, como Pai Misericordioso e Justo, um Pai carinhoso e Magnânimo, que oferece a todos os Seus filhos os mesmos ensejos de redenção, através das vidas sucessivas — neste e noutros mundos, mundos que são as “outras moradas” a que se refere Jesus no Evangelho. Tantas vidas quantas forem necessárias, porque o essencial e o justo é que “nenhuma das ovelhas se perca”... (PERALVA, 1987, pp. 53-57).

Fim

Referências Bibliográficas

(*) Bíblia On line: http://www.bibliaonline.com.br

(**) Bíblia Paulus: http://www.paulus.com.br/bibliapastoral/_INDEX.HTM

Bíblia Eletrônica: http://www.rksoft.com.br/html/biblia.html

CHAVES, J. R. A Reencarnação na Bíblia e na Ciência. Santo André-SP, EBM, 8ª edição, 2012.

KARDEC, A. O Evangelho segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB, 1996.

NETO SOBRINHO, P. S. A Bíblia à moda da casa. Divinópolis-MG, GEEC, 2006.

PERALVA, M. Estudando o Evangelho. Rio de Janeiro: FEB, 1987.

Notas bibliográficas

1 O Livro dos Espíritos, questão 128. 2 O Livro dos Espíritos, questões 43 a 49. 3 O Livro dos Espíritos, questão 115. 4 Sabedoria do Evangelho, vol. 3, p. 15, (JOÃO - REENCARNAÇÃO DE ELIAS). 5 Sexta parte da introdução de “O Livro dos Espíritos”. 6 A Gênese, cap. XIII, item 4. 7 A Gênese, cap. I, item 42. 8 Evolução em Dois Mundos, cap. 20. 9 O Livro dos Médiuns, item 123.

Sabedoria do Evangelho, vol. I, p. 106, (RESPOSTAS DE JOÃO)

O Livro dos Espíritos, questão 222.

Líquido amniótico (ou fluido amniótico) é o fluido que envolve o embrião, preenchendo a bolsa amniótica, que desta forma o protege de choques mecânicos e térmicos. Quando se fala no "rebentar as águas" (ou "estouro da bolsa"), pouco antes do parto, significa que a bolsa amniótica se rompeu e o líquido foi expulso, marcando o início do parto. É a partir deste líquido que é feita a amniocentese, técnica de diagnóstico pré-natal, já que em suspensão no mesmo se encontram células fetais, a partir das quais será possível verificar anomalias cromossômicas ou genéticas. Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADquido_amni%C3%B3tico

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