[user_registration_my_account]
Capítulo 5 de 6
Em Qual Escola Você Colocaria Seu — parte 3 de 4
A Reencarnação no Evangelho · Hugo Alvarenga Novaes
7 Chegou-se, pois, Jesus e, tocando-os, disse: Levantai-vos e não temais. 8 E, erguendo eles os olhos, não viram a ninguém senão a Jesus somente. 9 Enquanto desciam do monte, Jesus lhes ordenou: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do homem seja levantado dentre os mortos. 10 Perguntaram-lhe os discípulos: Por que dizem então os escribas que é necessário que Elias venha primeiro? 11 Respondeu ele: Na verdade Elias havia de vir e restaurar todas as coisas; 12 digo-vos, porém, que Elias já veio, e não o reconheceram; mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim também o Filho do homem há de padecer às mãos deles. 13 Então entenderam os discípulos que lhes falava a respeito de João, o Batista.”. (Mateus 17,1-13).
Após essa resposta clara e direta do Divino Jardineiro (versículos 11 e 12), tudo ficou mais fácil de ser entendido. Caso a REENCARNAÇÃO fosse falsa, Jesus a combateria; Ele, que só falava a verdade, jamais deixaria que seus discípulos, assim como todo o povo da época e, do futuro, devido os acontecimentos, acreditassem nas VIDAS MÚLTIPLAS. Somente não vê que o espírito de Elias reencarnou no corpo de João Batista quem realmente não quer ver.
Observação: “Como o espírito de Elias era muito evoluído, ele podia se apresentar com a aparência de qualquer uma de suas encarnações passadas, e não só com a última como muitas pessoas pensam”.9
1.11. - A palavra de Jesus é maior que a de João Batista
No Evangelho de João, lemos:
“E este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu? Ele, pois, confessou e não negou; sim, confessou: Eu não sou o Cristo. Ao que lhe perguntaram: Pois quê? És tu Elias? Respondeu ele: Não sou. És tu o profeta? E respondeu: Não. Disseram-lhe, pois: Quem és? Para podermos dar resposta aos que nos enviaram; que dizes de ti mesmo? Respondeu ele: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.” (João 1,19-23).
Esta é mais uma passagem evangélica, na qual fica claro que o povo da época acreditava que, de certa forma, alguém poderia voltar à vida, pois, só assim é explicado o porquê da pergunta “Quem és tu”. Voltemos a João Batista e ao fato de ele não se lembrar que era Elias: dizemos que ele estava certo, afinal, não nos recordamos diretamente de vidas
passadas. No Antigo Testamento, bem dissera Jó: “Porque nós somos de ontem, e nada sabemos...” (Jó 8,9). Além disso, acreditamos mais nas palavras de Jesus, que afirmou a volta de Elias, com o que confirmou a reencarnação (Mateus 11,14; 17,12). E vocês? Em quem acreditam mais? Jesus ou João Batista?
1.12. - Pergunta
Caros leitores, respondam-me, por favor, a respeito da reencarnação, quando, de alguma maneira, faz-se ligação entre Elias e João Batista, quem está falando a verdade?
a) - O profeta Malaquias (Malaquias 3,1; 4,5-6); b) - O anjo Gabriel (Lucas 1,11-13; 17-19; 76- 77); c) – Jesus (Mateus 11,12-15; 17,10-13); d) - Os discípulos de Jesus (Mateus 16,13-14); e) - O rei Herodes (Lucas 9,7-9); f) – O povo da época (Mateus 16,13-14; Lucas 9,7-9; João 9,1-2); g) – Todas as questões acima; h) – João Batista (João 1,19-23).
Achamos que a resposta correta é a “letra - G”; afinal de contas, todos os personagens citados que estão acima de João Batista, falam direta ou indiretamente a respeito da reencarnação.
Capítulo 2 - Nascer de novo
Falemos agora da célebre conversa de Jesus com Nicodemos. E observemos abaixo esse trecho bíblico, integralmente:
"1 Ora, havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais dos judeus. 2 Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém
pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele. 3 Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. 4 Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? 5 Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. 6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. 7 Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo. 8 O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito. 9 Perguntou-lhe Nicodemos: Como pode ser isto? 10 Respondeu-lhe Jesus: Tu és mestre em Israel, e não entendes estas coisas? 11 Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testemunhamos o que temos visto; e não aceitais o nosso testemunho! 12 Se vos falei de coisas terrestres, e não credes, como crereis, se vos falar das celestiais?" (João 3,1-12).
A passagem bíblica acima é a que mais trabalho causa aos fundamentalistas, que, a qualquer custo, tentam, através de enormes malabarismos exegéticos e hermenêuticos, descaracterizar qualquer sentido reencarnatório do Livro Sagrado. Todavia, esse esforço é em vão, pois é fato que “concordem ou não”, A REENCARNAÇÃO ESTÁ NA BÍBLIA e, independentemente de se acreditam ou não, irão
reencarnar de qualquer maneira. Sobre o texto bíblico anteriormente citado, alguns pontos devem ser
esclarecidos aos leitores. Vejamo-los nos tópicos adiante:
2.1. - Quanto à expressão "Nascer de novo"
Muitos, para desqualificar a reencarnação, afirmam que Jesus teria dito: “AQUELE QUE NÃO NASCER DO ALTO”. Pelas perguntas de Nicodemos ao Cristo, feitas no versículo 4, percebemos que Nicodemos entendeu perfeitamente aquilo que o Divino Mestre falara, ou seja, "Nascer de Novo", e não "Nascer do Alto", como querem alguns. Notamos, em Atos 23,8, que os fariseus acreditavam em ressurreição, anjos e espíritos, e como Nicodemos era um desses, provavelmente o mesmo também acreditava na reencarnação; ele entendera quando o Sublime Nazareno lhe disse "que seria preciso nascer de novo"; a dúvida que lhe ficou foi quanto ao fato de como isso poderia acontecer (João 3,4). O Excelso Messias responde ao indagador, nos dois versetos seguintes, fazendo uma nítida distinção entre os elementos “material e espiritual”. No primeiro, Ele alude à água, considerada na época como substância geradora da vida. Posteriormente, conclui de forma lógica ao dizer: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3,6).
2.2. - Quanto ao Batismo
Em contrapartida, diversas pessoas, para descaracterizarem a reencarnação, dizem:
Em João 3,5-6, quando está escrito "O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito", devemos observar que Jesus está se referindo ao nascer de Deus em nós, pois o primeiro "Espírito" começa com maiúscula e significa que é o Espírito Santo de Deus.
Fora do Evangelho, lembro-me de Paulo que disse: "Também há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres" (I Coríntios 15,40). Ora! Como sabemos, "todo espírito vem de Deus". Agora, por isso, usar "termos dogmáticos", insinuando o "batismo", para assim, descaracterizar a reencarnação, não tem sentido. Alguns, com o intuito de encobrir a reencarnação que, incontestavelmente, está na Bíblia, apegam-se nas palavras “Espírito” (com letra maiúscula e querendo dizer Espírito Santo de Deus) e “água”, e dizem que quando Jesus as falou, Ele estava se referindo ao batismo, e não às vidas múltiplas. Essa hipótese não procede de maneira alguma pelo fato de que:
1) - A prática ritualista da época era a circuncisão, não porém, o batismo. 2) - Quanto ao último, este fora criado por João Batista, e nem todos os judeus seguiram o mencionado ritual. 3) - Nicodemos era um dos principais fariseus, letrado no que diz respeito à lei de Moisés e aos
ensinos farisaicos, consequentemente, deveria ser circuncidado, senador que era dos judeus, membro do Sinédrio e bem informado, portanto, quanto ao assunto relacionado com o batismo não lhe interessaria. 4) - Ademais, hoje sabemos que passamos nossa
vida fetal, envoltos no “líquido amniótico ”. Assim sendo, podemos dizer tranquilamente que, de certa forma, “nascemos da água”, não é mesmo? 5) - O batismo que João Batista praticava, na época, era o “Batismo do Arrependimento”, e não como as igrejas cristãs nos passam que “o mesmo serve para nos livrar do pecado original, e para nos iniciarem nos sacramentos dogmáticos dessas instituições”.
Observação: Corroborando nossa fala anterior, nos trechos bíblicos a seguir, vemos os 2 primeiros Evangelistas afirmarem o que foi dito.
"Naqueles dias apareceu João, o Batista, pregando no deserto da Judeia, dizendo: Arrependeivos, porque é chegado o reino dos céus;" "e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados." "Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento,” "Eu, na verdade, vos batizo em água, na base do arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu, que nem sou digno de levar-lhe as alparcas; ele vos batizará no Espírito Santo, e em fogo. A sua pá ele tem na mão, e limpará bem a sua eira; recolherá o seu trigo ao celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível." "assim apareceu João, o Batista, no deserto,
pregando o batismo de arrependimento para remissão dos pecados." (Mateus 3,1-2.6.8.11-12; Marcos 1,4).
6) - No caso do batismo ser tão importante, perguntamos: “por que Jesus não deu o exemplo batizando a Nicodemos? 7 - Esse encontro não seria uma excelente oportunidade para Jesus batizá-lo? 8) - E por que Ele, O Sábio dos Sábios, não batizava ninguém? 9) - Pensamos que a reencarnação deve ser vista na Bíblia e, de modo especial, nos Evangelhos, de forma literal e não simbólica como querem alguns, com o único propósito de retirar a ideia da palingenesia do Livro Sagrado. Ademais, a fala do Sublime Jardineiro, nos versículos 5 a 7 do terceiro capítulo do Evangelho do apóstolo João, deixa bem claro que seus dizeres referiam-se a “nascer de novo”, os quais nada têm a ver com o “batismo” como muitos pretendem forçadamente demonstrar. Constatemos os supracitados dizeres, vendo o passo bíblico a seguir, o qual reproduz o que falamos:
“5 Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. 6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. 7 Não te admires de eu te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.” (João 3,5-7).
10) - Para confirmar nossos dizeres quanto às vidas sucessivas serem uma realidade, traremos por final o último versículo dito por Jesus nessa conversa; Ei-lo adiante: "Se vos falei de coisas terrestres, e não
credes, como crereis, se vos falar das celestiais?" (João 3,12). Reparemos que o Divino Messias, coloca a reencarnação (expressão NASCER DE NOVO, como um fato terrestre e não como um evento vindo do Céu como o BATISMO ou NASCER DO ALTO.
2.3. – Quanto à nossa salvação
A pergunta que não quer calar é “será que, visto que João Batista praticava o “batismo do arrependimento” (ver Mateus 3,1-2.6.8.11-12; Marcos 1,4) e não como o vemos hoje, o qual, na verdade, serve mesmo é para filiar os indivíduos às igrejas, mantendo esse “comércio religioso” extremamente lucrativo, como é visto nos tempos atuais, perguntamos: “será que o batismo é realmente necessário”? Nesse momento, lembremos o Cristo: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” (Mateus 6,24). Afirmamos: “o dinheiro é dos homens, não de Deus”. O Amado Galileu também nos fala que “nos será dado segundo nossas obras” (Mateus 16,27). Visto tudo isso, voltamos a indagar: sendo que o próprio Cristo nos narra que “as obras é que são importantes para a nossa salvação”, será mesmo que o batismo é fundamental ou ele é invenção dos homens para prender-nos às igrejas cristãs e a seus rituais lucrativos?
Capítulo 3 - O cego de nascença
“1 E passando Jesus, viu um homem cego de nascença. 2 Perguntaram-lhe os seus discípulos: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? 3 Respondeu Jesus: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi para que nele se manifestem as obras de Deus.” (João 9,1-3).
Na passagem bíblica do “Cego de nascença” (João 9,1-3), o que mais nos interessa não é a resposta de Jesus, mas sim, a pergunta que os discípulos fazem ao Divino Mestre no 2º versículo. Ora, se os apóstolos de Jesus consideram a hipótese de que o referido deficiente visual teria pecado, isso somente pode ter sido em uma vida passada. Desta forma, é lógico concluir que o povo daquela época acreditava, sim, na existência das vidas múltiplas, em outros termos, na reencarnação. Mas, voltando ao “cego de nascença”, observemos os dizeres do pesquisador Paulo da Silva Neto Sobrinho:
Como um cego de nascença poderia ter pecado? Se a cegueira fosse “castigo de Deus” pelos pecados daquele homem, onde estaria seu pecado, se nascera cego? Neste caso, o seu pecado, para ser lógico, só poderia ter sido cometido antes dele nascer, ou seja, em uma de suas existências anteriores. Fato em que os discípulos acreditavam, pois só assim justificaria a pergunta deles a Jesus: “Quem pecou, para este homem ter nascido cego, foi ele ou seus pais?
Diante do princípio “a cada um segundo suas obras” (Mt 16,27), no dizer do Mestre, ninguém paga pelo erro do outro, ficando a responsabilidade dos atos atribuída às próprias pessoas que os praticam. A resposta de Jesus “Nem ele nem seus pais, mas isso aconteceu, para que as obras de Deus se manifestem nele”, poderá ser explicada da seguinte forma: diante de tanta ignorância e atraso espiritual daquele povo havia a necessidade de Jesus fazer alguns “milagres”, como os fez, no sentido de despertar as criaturas para as verdades do Pai. Assim, com Jesus encarnaram vários espíritos que vieram com a tarefa de auxiliá-lo em sua missão, e este homem cego era um deles. Aqueles que escolheu como apóstolos largaram tudo para segui-lo, atendendo o seu chamado, que funcionou como lembrete do compromisso que assumiram, quando estavam no plano espiritual. (NETO SOBRINHO, 2006, pp. 237-238).
Vejamos sobre esse tema a opinião do professor José Reis Chaves:
Vamos ver agora um outro episódio do Evangelho de Jesus, em que nos deparamos com mais uma sugestiva ideia da reencarnação, na qual os próprios discípulos do Mestre demonstraram acreditar. Eis o que nos diz o texto bíblico: “Caminhando, Jesus viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos perguntaram: Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” (João 9,2). Temos de atentar para o fato de que era normalmente aceito por todas as pessoas do Oriente Médio daquela época que, se uma pessoa nascesse
com qualquer deficiência física ou mental, era por um pecado dela cometido em uma vida anterior, ou por pecado cometido por seus pais. Esqueçamo-nos, por enquanto, da resposta de Jesus, e concentremo-nos somente na pergunta dos discípulos. Nela está implícita, com muita clareza, que os discípulos que fizeram a pergunta a Jesus aceitavam a reencarnação. Não podemos negar esse fato, que era também do inteiro conhecimento de Jesus, mesmo porque Ele conhecia até o pensamento das pessoas. (CHAVES, 2012, p. 101). [...] E sobre o episódio evangélico da cura do cego de nascença, fazemos as seguintes perguntas: Se a crença na reencarnação fosse um erro, se Jesus sabia que seus discípulos acreditavam nela, e se Ele teve oportunidade de condená-la e de repreender os seus discípulos por estarem em erro, por que Ele não o fez? Desse silêncio de Jesus, só podemos concluir que Ele não considerava a reencarnação como sendo um erro, pois, como diz o ditado popular, quem cala, consente. E essa conclusão torna-se uma verdade inconteste, quando sabemos que a omissão é também um pecado, e pecado é uma falta que não podemos atribuir a Jesus. (CHAVES, 2012, p. 102-103).
Conclusão
Para nós espíritas, a REENCARNAÇÃO é uma "lei natural" e não apenas um "aspecto religioso". Realmente, pois, não se trata, de forma alguma, somente de uma vertente da Doutrina Espírita, uma vez que ela conta também com o respaldo de vários segmentos da Ciência. É claro que Jesus Cristo, na sua profunda sabedoria, tinha ciência do que estamos falando. Entretanto, sabia também que o povo daquela época não tinha a capacidade de compreender "as vidas múltiplas", tanto que disse: "Ainda tenho muito que vos dizer; mas vós não o podeis suportar agora" (João 16,12). Assim fazendo, o meigo Mestre as citou veladamente, e é dessa maneira que as lemos hoje no Evangelho. E vejamos abaixo o pensamento de Martins Peralva sobre a reencarnação:
Necessário vos é nascer de novo
“Não foram os espíritas que inventaram a Reencarnação – palavra que grafamos com inicial maiúscula, em homenagem de nossa Alma agradecida à lei sábia e misericordiosa que projetou luz sobre o até então incompreendido problema do Ser, do Destino e da Dor. O ensino reencarnacionista vem de muito longe, de povos antigos e remotíssimas doutrinas. Ao Espiritismo couberam, apenas, a honra e a glória de estudá-lo, sistematizando-o, para convertê-
lo, afinal, num dos principais, senão no principal fundamento de sua granítica estrutura doutrinária. Grandes vultos do passado, no campo da Religião, da Filosofia e da Ciência, aceitaram e difundiram a Reencarnação. Orígenes (nascido em 185 e falecido em 254), considerado por São Jerônimo como a maior autoridade da Igreja de Roma, afirma, no livro “Dos Princípios”, em abono da tese básica do Espiritismo: “As causas das variedades de condições humanas são devidas às existências anteriores. São, ainda, do eminente e consagrado teólogo as seguintes palavras: “A maneira por que cada um de nós põe os pés na Terra, quando aqui aportamos, é a consequência fatal de como agiu anteriormente no Universo.” Ainda de Orígenes: “Elevando-se pouco a pouco, os Espíritos chegaram a este mundo e à ciência dele. Daí subirão a melhor mundo e chegarão a um estado tal que nada mais terão de ajuntar.” Krishna, no Bhagavad-Guitá (o Evangelho da Índia), predica, com absoluta e inegável clareza: “Eu e vós tivemos vários nascimentos.
Os meus, só são conhecidos de mim; vós não conheceis os vossos.” Os Vedas, milhares de anos antes de Jesus- Cristo, difundiam, largamente, a ideia reencarnacionista. Buda aceitava e pregava a Reencarnação. Os sacerdotes egípcios ensinavam que “as almas inferiores e más ficam presas à Terra por múltiplos renascimentos, e que as almas virtuosas sobem, voando para as esferas superiores, onde recobram a vista das coisas divinas”. Na Grécia, berço admirável de legítimos condores do Pensamento e da Cultura, encontramos Sócrates,
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.