Voltar ao livro A Reencarnação no Evangelho

Capítulo 4 de 6

Em Qual Escola Você Colocaria Seu — parte 2 de 4

A Reencarnação no Evangelho · Hugo Alvarenga Novaes

Nos dizeres do anjo Gabriel a Zacarias (pai de João Batista), no primeiro capítulo do Evangelho de Lucas, nos versículos (vv.) de 11 a 19, fica claro que o espírito do profeta Elias será enviado novamente ao planeta, mas, no corpo de João Batista. Alguns, negando as múltiplas existências, falam que “esta citação não significa que o segundo seja reencarnação do primeiro, mas que seus ministérios e hábitos são muito parecidos”. Enganam-se os que dizem isso, pois a expressão: “irá adiante dele no espírito e poder de Elias” (v. 17), quer dizer que o mencionado, ou seja, o filho de Zacarias nascerá com o mesmo espírito que habitou o corpo do profeta tesbita. Aliás, pela narrativa do enviado celeste, o feto de João Batista “já era santificado”, pois tinha “o espírito e o poder” de Elias, o qual, como João Batista, era enormemente ligado às Coisas Divinas.

E na parte final do mesmo capítulo, mais exatamente versículos 76 e 77, os dizeres proféticos de Zacarias confirmam a profecia de Malaquias (Malaquias 3,1), além de comprovarem o anuncio angélico que se refere ao proceder de João Batista. Através dessas passagens evangélicas, fica comprovada a existência da reencarnação ou será que um anjo, que é um Espírito Puro1, teria se enganado em seu anúncio? Acho que não. Reparemos isso logo a seguir, vendo os trechos citados anteriormente:

"11 Apareceu-lhe, então, um anjo do Senhor, em pé à direita do altar do incenso. 12 E Zacarias, vendoo, ficou turbado, e o temor o assaltou. 13 Mas o anjo lhe disse: Não temais, Zacarias; porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João; 14 e terás alegria e regozijo, e muitos se alegrarão com o seu nascimento; 15 porque ele será grande diante do Senhor; não beberá vinho, nem bebida forte; e será cheio do Espírito Santo já desde o ventre de sua mãe; 16 converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus; 17 irá adiante dele no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, a fim de preparar para o Senhor um povo apercebido. 18 Disse então Zacarias ao anjo: Como terei certeza disso? pois eu sou velho, e minha mulher também está avançada em idade. 19 Ao que lhe respondeu o anjo: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para te falar e te dar estas boas novas;" "76 E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos; 77 para dar ao seu povo conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados." (Lucas 1,11-19; 76-77).

1.3. – Semelhanças entre Elias e João Batista

Observemos que como o Espírito de Elias e João Batista é um só, suas preferências e costumes são iguais. Vejamos algumas semelhanças entre eles: 1. Pregavam no deserto; 2. Nunca se casaram;

3. Tinham grande fé; 4. Estavam sempre em comunhão com Deus através da meditação; 5. Eram completamente desprendidos dos bens materiais; 6. Viviam no campo; 7. Estavam sempre pregando; 8. Eram sozinhos; 9. Por serem sempre verdadeiros e destemidos, lhes aconteceram dificuldades; 10. Elias e João Batista tiveram problemas com Jezabel e Herodias respectivamente. É possível que duas pessoas possam se parecer, mas, no caso de Elias e João Batista, é bem provável a hipótese de que o profeta tesbita reencarnara no primo de Jesus.

1.4. - O maior nascido de mulher

Caso o Ser Humano não evolua gradativamente, Jesus, à primeira vista, ao dizer que “João Batista era o maior dos nascidos de mulher” (Mateus 11,11), se contradiz com o Livro Sagrado, pois vemos que “Deus não faz acepção de pessoas” (Atos 10,34), ou seja, que O Criador não privilegia ninguém. Vale deixar claro que essa aparente incoerência do Divino Messias unicamente seria verdadeira, na hipótese de considerarmos a criação humana no exato momento da concepção. Sendo isso verdade, visto que o Altíssimo é um dos responsáveis pelo nascimento de todos2, por que Ele daria ao primo de Jesus o privilégio de ser “mais capaz” que os outros? Na verdade, o espírito é criado simples e ignorante3 e vai evoluindo sucessivamente através das vidas

subsequentes às anteriores. Sabemos que os “nascidos de mulher” são aqueles que ainda reencarnam neste nosso planeta (caso de João Batista). O Cristo (Filho do Homem), ou seja, de Deus, não precisava mais reencarnar4. - Entretanto, como o homem evolui progressivamente e o profeta Elias já era um espírito muito evoluído e ainda com o adiantamento dele no corpo de João Batista, achamos totalmente coerente a assertiva do Querido Nazareno narrada pelo primeiro evangelista que se encontra acima. Em outras palavras: “isso está plenamente concorde com o princípio reencarnatório, o qual permite que evoluamos em outras futuras existências”.

Observação: Ver: “1. 1. - O mensageiro profético”.

1.5. - Jesus afirma que João Batista é Elias

Atentemos para as seguintes afirmações de Jesus: “Pois todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir. Quem tem ouvidos, ouça.” (Mateus 11,13-15). Fato confirmado pelo Sublime Carpinteiro, mas, em outra ocasião, na qual disse: “Respondeu ele: Na verdade Elias havia de vir e restaurar todas as coisas; digo-vos, porém, que Elias já veio, e não o reconheceram; mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim também o Filho do homem há de padecer às mãos deles. Então entenderam os discípulos que lhes falava a respeito de João, o Batista.” (Mateus 17,11- 13), em outras palavras: “se você quiser e puder ouvir

minha afirmação, João Batista é a reencarnação de Elias”.

1.6. - Acredite quem quiser e puder

Um ponto muito favorável às vidas múltiplas é que, em momento algum, Jesus desmentiu o pensamento de seus discípulos, ou seja, de que uma pessoa pudesse voltar. Isso porque a reencarnação é uma lei natural e, como tal, verdadeira e, consequentemente, está no Evangelho. Uma das maiores comprovações desse fato, podemos notar em duas passagens escritas por Mateus, nas quais lemos Jesus dizer que João Batista é Elias e outra, voltando do Monte Tabor com os apóstolos Pedro, Tiago e João, na qual Ele confirma a volta do espírito de Elias no corpo de João Batista. Vejamos isso a seguir:

“E desde os dias de João, o Batista, até agora, o reino dos céus é tomado à força, e os violentos o tomam de assalto. Pois todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir. Quem tem ouvidos, ouça.” “Perguntaram-lhe os discípulos: Por que dizem então os escribas que é necessário que Elias venha primeiro? Respondeu ele: Na verdade Elias havia de vir e restaurar todas as coisas; digo-vos, porém, que Elias já veio, e não o reconheceram; mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim também o Filho do homem há de padecer às mãos deles. Então entenderam os discípulos que lhes falava a respeito de João, o Batista.” (Mateus 11,12-15; 17,10-13).

Reparemos as seguintes palavras do Querido Rabi: “E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir.” “digo-vos, porém, que Elias já veio, e não o reconheceram; mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim também o Filho do homem há de padecer às mãos deles. Então entenderam os discípulos que lhes falava a respeito de João, o Batista.” (Mateus 11,14; 17,12-13). Mais claro que isso, impossível! Agora, lembremos o provérbio que diz: “O pior cego é aquele que não quer ver”. Recordei-me desse ditado popular, porque é inegável que a reencarnação pertence à lista dos vários ensinamentos do Divino Pegureiro, e só um “cego que não quer ver” não a percebe. Ora, sendo O Cristo quem é, e possuindo uma autoridade inquestionável, como também uma probidade ímpar, em hipótese alguma é prudente nós irmos contra Seus Dizeres. Portanto, se o Sublime Mestre Nazareno disse que Elias já veio e está vivendo no corpo de João Batista, fica provado que o segundo é a reencarnação do primeiro, a não ser para aqueles que não querem ver.

Notamos que Jesus pregou as diversas existências. Ele deu certeza de que o espírito de Elias reencarnara no corpo de João Batista. Tanto isso é verdade, que os dois têm o mesmo caráter e costumes. Nos fatos relativos às vidas múltiplas, eu tenho ouvidos para ouvir e reconheço que João Batista é a reencarnação de Elias, mas, como diz o adágio popular: “cada um é cada um e cada qual é cada qual”. Particularmente acho que a palavra de Jesus supera a de qualquer um. Quem pensa ao contrário?

Observação: Podemos concluir que aqueles que vão de encontro à pluralidade das existências, ao

mesmo tempo estão contradizendo aquilo que o Cristo falou.

1.7. - Ministérios semelhantes e sentido profético

Vemos O Cristo dizer: “E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir." (Mateus 11,14). Algumas pessoas falam que Jesus, ao pronunciar essa expressão, estava se referindo única e exclusivamente à semelhança havida entre Elias e João Batista, que seus ministérios proféticos são iguais, e que os dois tinham o mesmo espírito valente e corajoso e, de forma alguma, o segundo é a reencarnação do primeiro. Isto é um absurdo! (Ver “1. 2. - O anúncio angélico”). Nunca confundamos o vocábulo “um”, que pode ser “um numeral, um artigo indefinido, um adjetivo, um pronome indefinido, ou um substantivo masculino, dependendo de onde se encontrar”, com a palavra “o”, que significa “um artigo definido, um pronome demonstrativo, um pronome pessoal, um adjetivo, um substantivo masculino e outros, conforme o caso em que estiver empregado”. Darlhes-ei dois exemplos do que estou falando: 1. - A frase: “Jamais surgirá “um” Rui Barbosa” não é sinônima de “nunca mais surgirá “o” Rui Barbosa”. 2. - “O Ronaldinho Gaúcho é “um” verdadeiro Pelé” não é igual à sentença: “o Ronaldinho Gaúcho é “o” verdadeiro Pelé”. Assim, não nos deixemos confundir por fundamentalistas que tentam passar-nos a ideia de que Jesus teria dito que “apenas, viria à Terra um homem, o qual seria João Batista, com as mesmas qualidades de Elias, e que o filho de Izabel e Zacarias não seria a reencarnação do profeta tesbita”. Mas, na

verdade, quando o Cristo disse: “Pois todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir. Quem tem ouvidos, ouça.” (Mateus 11,13-15), O Meigo Messias nos falou que João Batista era Elias reencarnado.

ATENÇÃO: vemos claramente Jesus dizer no versículo 14 do capítulo 11 de Mateus: “o Elias” e não “um Elias” como querem alguns. Portanto, repetimos: “não temos dúvida em afirmar com toda a certeza de que, de fato, João Batista, como disse Jesus, era mesmo a reencarnação do profeta Elias”. “Também vemos certas pessoas afirmarem, baseadas em II Reis 2,8-14, que “o espírito de Elias repousou no corpo de Eliseu”, e dizem: “nem por isso o primeiro reencarnou no segundo”. O fato anteriormente narrado configura uma “incorporação” e não a reencarnação. Todavia, achamos antes de tudo, que a palavra de Jesus vale muito mais que os dizeres de qualquer um. Ademais, o caso do supracitado tesbita e seu pupilo é completamente diferente do de Elias e João Batista. No primeiro, temos uma admiração profunda do pupilo por seu mestre; no segundo, encontramos uma evidência de reencarnação. Estamos certos de que esse último é verídico.”

1.8. - O cumprimento da lei de “Causa e Efeito”

A lei de “Causa e Efeito ou Ação e Reação”, à qual a reencarnação obedece, mostra-nos que “toda ação da vida moral do homem corresponde a uma reação semelhante dirigida a ele mesmo”. Na medida

em que temos certeza de que somos seres duais, ou seja, possuímos duas naturezas: “a material e a espiritual”5 e, estando cientes de que a segunda é a mais importante, tanto que é imortal6, acompanhemos Elias (futuro João Batista), no Antigo Testamento, mais exatamente em I Reis 18,40, que manda degolar os Profetas de Baal, e depois, observemos também em Mateus 14,6-11, João Batista (antigo Elias) resgatar sua dívida passada com a Justiça Divina, ao ter sua cabeça cortada, como fizera quando no corpo de Elias, época essa em que o mesmo mandara decepar os 450 adoradores do deus cananeu. Como as vidas sucessivas estão diretamente relacionadas com a lei de Causa e Efeito ou Ação e Reação, mostraremos o que ocorreu com os profetas de Baal, que Elias matara, como posteriormente, o mesmo fato aconteceu com João Batista que, também, morreu degolado. Observemos esses acontecimentos atentamente logo a seguir e reparemos como o tipo de morte é semelhante:

“Então Elias disse a eles: «Agarrem os profetas de Baal. Não deixem escapar nenhum». E eles os agarraram. Elias fez os profetas de Baal descer até o riacho Quison, e aí os degolou.” “Festejando-se, porém, o dia natalício de Herodes, a filha de Herodias dançou no meio dos convivas, e agradou a Herodes, pelo que este prometeu com juramento dar-lhe tudo o que pedisse. E instigada por sua mãe, disse ela: Dáme aqui num prato a cabeça de João, o Batista. Entristeceu-se, então, o rei; mas, por causa do juramento, e dos que estavam à mesa com ele, ordenou que se lha desse, e mandou degolar a João no cárcere; e a cabeça foi trazida num prato, e dada à

jovem, e ela a levou para a sua mãe.” (I Reis 18,40(**); Mateus 14,6-11).

Observemos adiante que em algumas passagens, a lei de Causa e Efeito ou Ação e Reação descrita acima, é confirmada pelo Amado Nazareno:

“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós.” “Então Jesus lhe disse: Mete a tua espada no seu lugar; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão.” “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado.” (Mateus 7,1-2; 26,52; João 8,34).

Popularmente diz-se: “quem planta colhe”! E como o espírito é um só, fica-nos demonstrado cabalmente, que, de fato, João Batista era sim a reencarnação de Elias.

1.9 - O povo da época acreditava na reencarnação

Era crença comum que uma pessoa poderia retornar à vida em outro corpo. Isso fica claro, quando, Jesus, falando a seus discípulos (Mateus 16,13-14) e o rei Herodes referindo-se a João Batista (Lucas 9,7-9), como também na passagem do “Cego de nascença” (João 9,1-2), mostram-nos que o povo acreditava que o primo do Amado Mestre Nazareno poderia ter reencarnado e não ressuscitado;

entretanto, os populares da época não sabiam como todo o processo reencarnatório se dava. Percebemos que o aramaico (Língua falada na época e naquelas regiões) era bastante limitado; assim, o verbo “reencarnar e derivados”, eram substituídos por “ressuscitar e provenientes”. Todavia, observemos os 3 trechos evangélicos citados anteriormente:

“Tendo Jesus chegado às regiões de Cesareia de Felipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? Responderam eles: Uns dizem que é João, o Batista; outros, Elias; outros, Jeremias, ou algum dos profetas.” “Ora, o tetrarca Herodes soube de tudo o que se passava, e ficou muito perplexo, porque diziam uns: João ressuscitou dos mortos; outros: Elias apareceu; e outros: Um dos antigos profetas se levantou. Herodes, porém, disse: A João eu mandei degolar; quem é, pois, este a respeito de quem ouço tais coisas? E procurava vê-lo.” “E passando Jesus, viu um homem cego de nascença. Perguntaram-lhe os seus discípulos: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” (Mateus 16,13-14; Lucas 9,7-9; João 9,1-2).

Encontramos em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, capítulo IV, item 4, a melhor explicação comparativa, entre a reencarnação e a ressurreição. Vejamo-la a seguir:

A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. Só os saduceus, cuja crença era a de que tudo acaba com a morte,

não acreditavam nisso. As ideias dos judeus sobre esse ponto, como sobre muitos outros, não eram claramente definidas, porque apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o corpo. Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o fato poderia dar-se. Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama reencarnação. Com efeito, a ressurreição dá ideia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos. A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo. A palavra ressurreição podia assim aplicar-se a Lázaro, mas não a Elias, nem aos outros profetas. Se, portanto, segundo a crença deles, João Batista era Elias, o corpo de João não podia ser o de Elias, pois que João fora visto criança e seus pais eram conhecidos. João, pois, podia ser Elias reencarnado, porém, não ressuscitado. (KARDEC, 1996, p. 84).

Observação: Sabemos que o conhecimento do povo daquele tempo era muito limitado, principalmente no que se trata das coisas ligadas aos assuntos religiosos. Devido a esse fato, em certa ocasião, O Sublime Mestre Nazareno disse aos seus apóstolos: “Ainda tenho muito que vos dizer; mas vós não o podeis suportar agora.” (João 16,12). Assim sendo, e tendo ciência de que a reencarnação seria entendida pela humanidade do

futuro, O Divino Rabi limitou-se a deixar tudo como estava, certo de que as vidas múltiplas seriam explicadas pelo Consolador Prometido por Jesus7; em outras palavras: pelo Espiritismo.

1.10. - Após a Transfiguração, Jesus fala da reencarnação

Também notamos a reencarnação na passagem da Transfiguração de Jesus, no monte Tabor, onde vemos a aparição de Elias e Moisés (Mateus 17,1-9). Sendo que O Cristo é o Governador Espiritual de nosso planeta8, e, tendo Ele uma Estatura Moral e Sabedoria inquestionáveis, não achamos prudente ir de encontro às suas Palavras. Igualmente, temos a confirmação do Cristo (depois da pergunta dos discípulos) em relação à reencarnação de João Batista. Observemos abaixo essa passagem integralmente:

“1 Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, a Tiago e a João, irmão deste, e os conduziu à parte a um alto monte; 2 e foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. 3 E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. 4 Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três cabanas, uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias. 5 Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu; e dela saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi. 6 Os discípulos, ouvindo isso, caíram com o rosto em terra, e ficaram grandemente atemorizados.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.