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Capítulo 98 de 190

Emmanuel

A Caminho da Luz · Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel

Não obstante o seu compassivo e desvelado amor, o Divino Mestre é submetido aos martírios da cruz, por imposição do judaísmo, que lhe não compreendeu o amor e a humildade. Roma colabora no doloroso acontecimento com a indiferença fria de Pôncio Pilatos, retornando aos seus festins e aos seus prazeres, como se desconhecesse as finalidades mais nobres da vida. Seguindo a mesma estrada escura de Tibério, Calígula inaugura um período longo de sombras, de massacres e de incêndios, de devastação e de sangue. PROVAÇÕES COLETIVAS DOS JUDEUS E DOS ROMANOS Os seguidores humildes do Nazareno iniciam, nas regiões da Palestina, as suas predicações e ensinamentos. Raros apóstolos sabiam da missão sublimada daquela doutrina sacrossanta, que mandava fazer o bem pelo mal e instituía o perdão aos próprios inimigos. De perto, seguemlhes a atividade os emissários solícitos do Senhor, preparando os caminhos da revolução ideológica do Evangelho. Esses mensageiros do Alto iniciam, igualmente e de modo indireto, o esforço de auxílio ao Império nas suas dolorosas provações coletivas. Um perfeito trabalho de seleção se verifica no ambiente espiritual das coletividades romanas. Chovem inspirações do Alto preludiando as dores de Jerusalém e as amarguras da cidade imperial. Vaticínios sinistros pesam sobre todos os espíritos rebeldes e culpados, e a

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.