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Capítulo 76 de 190

Emmanuel

A Caminho da Luz · Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel

do próprio Cristo. Sua palavra confunde todos os espíritos mesquinhos da época e faz desabrochar florações novas de sentimento e cultura na alma sedenta da mocidade. Nas praças públicas, ensina à infância e à juventude o formoso ideal da fraternidade e da prática do bem, lançando as sementes generosas da solidariedade dos pósteros. Mas Atenas, como cérebro do mundo de então, apesar do seu vasto progresso, não consegue suportar a lição avançada do grande mensageiro de Jesus. Sócrates é acusado de perverter os jovens atenienses, instilandolhes o veneno da liberdade nos corações. Preso e humilhado, seu espírito generoso não se acovarda diante das provas rudes que lhe extravasam do cálice de amarguras. Consciente da missão que trazia, recusa fugir do próprio cárcere, cujas portas se lhe abrem às ocultas pela generosidade de alguns juízes. Os enviados do plano invisível cercam-lhe o coração magnânimo e esclarecido, nas horas mais ásperas e agudas da provação; e quando a esposa, Xantipa, assoma às grades da prisão para comunicar-lhe a nefanda condenação à morte pela cicuta, ei-la exclamando no auge da angústia e desesperação: - "Sócrates, Sócrates, os juizes te condenaram à morte..." - "Que tem isso? - responde resignadamente o filósofo - eles também estão condenados pela Natureza." - "Mas essa condenação é injusta..." - soluça ainda a desolada esposa.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.