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Capítulo 38 de 170

Os Dois Pólos Da Maior Tragédia Da História

Textos Divinos II · Osvaldo Polidoro

A – Jesus, dentre os setenta e dois discípulos e contribuintes de elementos mediúnicos, ectoplásmicos e eletromagnéticos, escolheu doze, lembrando as Doze Tribos de Israel; outros Profetas já o haviam feito, tempos anteriores, como está registrado no Velho Testamento; um deles foi Judas de Kirioth, filho de homem muito abastado e desejoso de ver Israel livre dos tacões romanos; B – Judas tornou-se o tesoureiro, o homem que controlava as dádivas recebidas, o dinheiro arrecadado, para a compra de comestíveis etc.;

C – Muito ligado ao movimento político, à ideia de libertação da Pátria do jugo romano, que fervilhava então, porque Pilatos e Herodes eram estrangeiros e poderiam servir como elementos de rara valia, Judas participava dos dois grupos: o de Jesus e o dos libertadores de Israel; D – De modo algum Judas duvidou de quem fosse Jesus, o Messias Esperado; de modo algum pretendeu trair Jesus; E – Reconhecendo em Jesus o Messias, Judas pensou, e com ele muitos judeus articulados com o movimento subterrâneo, em levar avante um movimento que, começando em Israel, invadiria todo o Império Romano, tudo libertando; F – Caifás já havia decidido que Jesus teria de morrer, por ser inimigo dos sacerdotes, escribas, fariseus e saduceus; Jesus era um Profeta de Israel, um Nazireu, votado ao Senhor, não cortando cabelo nem barbas, e tudo praticando para ser, como deveria fazer e o fez, Filtro do Princípio ou Deus, tendo as legiões de anjos ou espíritos ao seu redor; G – É muito falso dizer que Jesus contrariava Moisés: Jesus e seus discípulos e acompanhantes cantavam o Hino de Moisés, e Jesus repetia sempre, que era aquele de que Moisés havia falado; Jesus foi a maior vítima de engodos, das malícias e das falsidades dos padres levitas e dos fariseus; desde os dias de Moisés, houve luta entre os Profetas e Nazireus, e os sacerdotes levitas, que, como sempre, estavam de olho no domínio do povo e do governo, arvorando-se em autoridade total, ou acima de qualquer autoridade; H – Moisés e Jesus, assim como o fizeram os Profetas de Israel, foram submissos à Lei de Deus e ao Cultivo Sadio da Revelação; sem a comunicabilidade dos anjos, ou espíritos, Moisés e Jesus nada teriam feito, em termos de EVIDENTES MISSIONÁRIOS DE DEUS, pois a Doutrina é viva pela Revelação, não é questão de liturgias, fingimentos, palavrórios, mercâncias e politicalhas; I – Judas foi conduzido a Caifás, o inimigo de morte de Jesus. Caifás, com astúcia, garantiu-lhe participar do movimento de libertação de Israel, para isso deu, começando a ajuda, trinta moedas ao tesoureiro; J – Judas entregaria Jesus, e Jesus seria guardado, para vir a ser o REI DOS JUDEUS, assim que Israel se pilhasse livre do jugo romano; e Judas caiu na cilada armada por Caifás e outros elementos do Sinédrio; L – Preso Jesus, Caifás mudou o rumo dos acontecimentos, como desejava fazê-lo há muito tempo; M – Judas, vendo as coisas tomarem rumo completamente avesso ao combinado foi ter com Caifás; N – Caifás respondeu aquilo que está registrado “Ele está agora em nossas mãos; viras tu lá, antes, o que fazias”; O – Judas, vendo-se traído, e com isso passando a traidor, embora involuntário, do Messias, foi e se enforcou; P – Escritores, comentaristas etc., fizeram o resto, o que vai pelas Escrituras, e Judas passou a responder por um crime que, por sua vontade, jamais teria acontecido; Q – Israel, através de seus padres, nunca esteve bem com a Lei de Deus e o Ministério da Revelação, ou Consolador, que, antes de Jesus, era cultivado de modo oculto, ou dentro das Regras Iniciáticas; e com o Messias Jesus, também foi infeliz, porque os seus padres de novo traíram Israel, assassinando o Divino Molde de Conduta; R – Quando Roma, em 325, fundou a sua religião, usando os nomes de Deus, dos Profetas, de Jesus e dos Apóstolos, tudo rumou contra OS DEZ MANDAMENTOS, A DIVINA MODELAGEM DE JESUS CRISTO E O CULTIVO DA REVELAÇÃO; para estas TRÊS REALIDADES INICIÁTICAS FUNDAMENTAIS, não há religiões, clerezias, súcias, panelas ou igrejinhas politiqueiras – e a Humanidade marcha no rumo de tais verdades, através dos tempos, porque o PROGRAMA DIVINO não muda, mas a Humanidade terá de mudar, custe mais ou custe menos, porque a JUSTIÇA DIVINA A ISSO OBRIGA; S – Por assim ser, segundo a Vontade de Deus e não segundo conceitos e preconceitos humanos, prezado irmão Jonas, saltando de conceitos sobre conceitos, de preconceitos sobre preconceitos, os espíritos irão marchando, em si mesmos ou dentro de si mesmos, rumo àquele REINO DE DEUS que, como Jesus afirmou, e outros já o haviam feito antes, NÃO VIRÁ COM MOSTRAS EXTERIORES;

T – Dentre todos os Grandes Reveladores, não fundadores de religiões, Jesus foi o que mais passou a vida pedindo a Deus, rogando, orando, clamando para que Deus concedesse a realização de grandes sinais mediúnicos, curas etc.; é que a VERDADE, o AMOR e a VIRTUDE, não eram, para Jesus, menos do que para os demais espíritos; U – Então, prezado irmão Jonas, o Ideal Sagrado ou Divinista manda, a cada espírito, encarnado ou desencarnado, PROCURAR IMITAR JESUS, em lugar de andar fazendo, ou inventando formalismo e religiosismos profissionais, ou mesmo, depois de tantos palpites contraditórios, alguns horrendos ou nojentos, criar mais um pouco de terríveis desilusões aos leitores das VIDAS DE JESUS; V – Apesar das contradições dos escritores, dos desvios propositais e quaisquer outros, quem quiser ficar melhor com a VIDA DE JESUS, leia os Evangelhos clássicos – Mateus, Lucas, Marcos e João; X – Roustaing, com quatro livros, ditos mediúnicos, ou vindos através de espíritos, pinta e borda o Jesus de corpo etérico, não de carne e ossos, e teimam, ele e os seus simpatizantes, que esse é o verdadeiro; Z – A VIDA DE JESUS DITADA POR ELE MESMO, contradita totalmente os espíritos de Roustaing, porque é um Jesus completamente fora das profecias, fora da condição de quem tinha o ESPÍRITO DE DONS E SINAIS SEM MEDIDA, e, também fora de toda e qualquer ética, porque cheio de truques, malabarismos, malícias etc. Portanto, somando a essas contradições aquelas derivantes de livros baseados em tais obras, e são dezenas deles, justo é ler com inteligência e honestidade os quatro Evangelhos Apostolares; e, mais uma vez, apontar a advertência do Apóstolo João – “Não creiais a todo o espírito...”

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.