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Capítulo 1 de 5
Parte 1 de 4
O Progresso · Léon Denis
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Léon Denis
O Progresso
Conferência feita em Tours, na sala do Cirque em 29 de fevereiro de 1880
e em Orléans, na Sala do Instituto em 4 de abril de 1880
A Infância da Humanidade Caverna Lascaux
Conteúdo resumido
O Progresso constitui-se em um dos discursos do grande filósofo espírita Léon Denis, que foi publicado em Tours, no ano de 1880. A conversão desse discurso em livro foi feita pelo autor devido à sua grande receptividade junto aos seus admiradores, conforme ele próprio declara, na introdução desta obra. Um texto envolvente, no qual o mestre Denis analisa, com grandeza d'alma, o progresso político, o social, o religioso e o progresso na imortalidade. O seu discurso aborda progresso das idéias e instituições. Denis demonstra, nesta obra, que o progresso é uma lei natural, que o homem pode obstá-lo, através de suas escolhas, mas não pode detê-lo. E também, que cabe a ele consultar sua consciência para saber como nortear seus atos, no sentido de progredir e colaborar na construção de um mundo melhor.
– – – – – – – – – – “Que espetáculos, que maravilhas representam para nossa vida esses mundos longínquos, que variedade de sensações que se podem recolher desses universos! E essas almas prosseguem sua viagem na imensidade, até que, submetidas à lei eterna, retomam órgãos novos, se fixam sobre um desses mundos para cooperar, pelo trabalho, para o seu adiantamento, para o seu progresso. Ante esses horizontes imensos, como nossa Terra fica pequena! E, diante de tais perspectivas, pode-se temer a morte?”
Léon Denis O Gênio Céltico e o Mundo Invisível
Sumário
Prefácio ........................................................................................ 5 Introdução ................................................................................... 7 Apresentação ............................................................................... 8 I – O que é o Progresso ......................................................... 9 II – O Progresso Através dos Tempos ................................. 11 III – O Progresso Político ...................................................... 20 IV – O Progresso Social ......................................................... 24 V – O Progresso Religioso .................................................... 27 VI – O Passado e o Futuro .................................................... 34 VII – O Progresso na Imortalidade ........................................ 37
Prefácio O Progresso constitui-se em um dos discursos do grande filósofo espírita Léon Denis, que foi publicado em Tours, no ano de 1880. A conversão desse discurso em obra literária foi feita pelo autor devido à sua grande receptividade junto aos seus admiradores, conforme ele próprio declara, na introdução desta obra. Façamos um pouco de história. Denis foi orador brilhante e os anos dedicados à divulgação oral o consagraram como excelente conferencista. Uma particularidade de sua oratória é que ele escrevia e lia os seus discursos. Tal particularidade davalhe material permanente para falar e, ao mesmo tempo, permitiu que chegasse até nós algo daquele período brilhante, sem dúvida alguma, do nosso querido mestre.
Diz-nos Henry Regnault, em A Morte não Existe, que o célebre livro O Porquê da Vida foi publicado, inicialmente, como base para um sem-número de palestras em torno do assunto. Em O Progresso Denis nos mostra toda a sua face elevada e liberal. Ele foi capaz de analisar, ao mesmo tempo, com grandeza d’alma, o progresso político, o social, o religioso e o progresso na imortalidade. Tais estudos nos demonstram o quanto temos ainda a aprender. A maneira distinta, serena e coerente do autor diz-nos muito bem como ele dirigia o seu pensamento para a nobre causa do Espiritismo, do qual se consagrou um verdadeiro apóstolo.
Enfim, cabe-nos destacar que este discurso, apesar de publicado em 1880, conserva o seu conteúdo atual, nobre, dirigido a tantos quantos queiram estudar e trabalhar suas idéias, segundo a Doutrina Espírita. Tomamos conhecimento deste livro através de uma publicação da Biblioteca Nacional do Brasil, que falava da existência do mesmo na Biblioteca Nacional de França. A cópia do original nos chegou às mãos graças ao desvelo de amigos brasileiros residentes na França. Que todos tenham uma boa leitura. Altivo Carissimi Pamphiro.
Introdução Este discurso não estava destinado à publicidade. A acolhida que lhe foi feita e o convite insistente de um grande número de meus ouvintes foram os únicos motivos que me decidiram levá-lo à impressão. Minhas anotações permitiram-me reconstituí-lo fielmente e, para o entendimento de certos pontos de doutrina, que poderiam parecer obscuros, achei dever acompanhá-los de um comentário filosófico. Léon Denis. Apresentação Senhoras, Senhores: O assunto que escolhi é vasto, imenso.
Para tratá-lo em uma única conferência é necessário circunscrevê-lo em metas estreitas, impondo-lhe limites restritivos. Também deixarei de lado tudo o que se refere ao progresso material. Que vos poderei dizer do progresso material que não conheçais antecipadamente? Para ser colocado em condições de ser entendido, bastaria, com efeito, lançar vossos olhares em torno de vós: a visão da atividade industrial, comercial, as vias férreas cortando nossos campos, aproximando os povos, desenvolvendo em todos os lugares o trabalho e o bem-estar, numa palavra, o espetáculo da matéria por toda parte dominada, submetida à vontade humana, executando suas menores fantasias, esse espetáculo vos falará melhor que as palavras. Portanto, eu me limitarei a vos entreter com o progresso das idéias, das instituições, e para não abusar muito de vossa atenção, entro logo no assunto.
Capítulo I O que é o Progresso Que é o progresso? O progresso é a aspiração pelo melhor, pelo belo, pelo bem; é a prova da existência em nós de um princípio superior, de alguma coisa grandiosa, quase divina, que nos encaminha para destinos mais altos, que nos lança sempre para frente, nos domínios do pensamento e da consciência. É essa força íntima e maravilhosa que distingue o homem do animal, o sagrado rei do mundo, dominador da matéria. Do ponto de vista social, o progresso é a caminhada para um estado de coisas cada vez mais de acordo com a justiça e a razão; é a aplicação, no seio das sociedades humanas, das leis, dos princípios suscetíveis de realizarem nelas a maior soma de ordem, de bem-estar, de liberdade, de fraternidade, de aproximálas o mais possível do estado de perfeição. Eis o que é o progresso!
Há homens que consideram o progresso como uma lei fatal, inevitável, como uma das leis cegas da natureza. O homem, dizem, progride em virtude da mesma força que faz uma semente, lançada em um terreno favorável, transformar-se em um carvalho. Eu protesto contra uma tal doutrina que é a negação da liberdade. Sim, sem dúvida, o homem é um ser progressista, perfectível por natureza. Progredir é sua missão na Terra, é seu maior dever; é aí que está a fonte de sua grandeza, de seu poder.
Porém, antes de tudo, o homem é livre, livre e responsável por seus atos. O homem, fisicamente, materialmente, é como uma planta que se desenvolve naturalmente, em virtude das leis universais; porém, intelectualmente e moralmente, ele se cria por si mesmo. É por uma longa série de esforços, de trabalhos e de buscas que ele se torna no que é; é por suas relações com seus semelhantes que ele cria a ordem social completa. Sua elevação é, portanto, sua própria obra e eis por que ele se pode mostrar orgulhoso por isso. Aliás, se o progresso fosse fatal, seria contínuo e nada poderia entravá-lo, criar-lhe obstáculo.
Não vemos, na História do mundo, períodos de decadência e de abatimento se sucederem a períodos de progresso e de civilização? Não é por uma caminhada contínua que a humanidade se fortifica, se esclarece e cresce. Não!... É através de vicissitudes sem número, de alternativas de triunfo e de sofrimento, é sobre uma estrada desigual onde as quedas são tão numerosas quanto as ascensões, na qual encontramos, a cada passo, as marcas de seus pés sangrentos. O progresso é como o oceano, tem seus fluxos e seus refluxos, suas marés altas e baixas, as quais abrangem períodos às vezes seculares.
Suas ondas incontáveis assaltam as rochas e os escolhos, reviram-nos e depois se estendem sobre imensas superfícies onde jamais haviam penetrado; logo recuam, afastam-se e, em seu movimento oposto, deixam descobertas várias praias. Todavia retornam um dia, mais formidáveis, invadindo novos espaços e conquistando novos terrenos. A História nos faz lembrar essas grandes fases do progresso. As marés altas são a Grécia e Roma, a Reforma, a Revolução. Os refluxos terríveis e as marés baixas são a invasão dos bárbaros, a tenebrosa Idade Média, os Impérios cheios de sombra e de corrupção, que precederam a aurora de 1789.
Na hora em que estamos, uma nova ascensão se prepara para nosso povo; a onda sobre, agiganta-se a olhos vistos. Que possa ela elevar-se bem alto e varrer diante de si todos os fantasmas do passado: preconceitos, ignorância e fanatismo, que ainda se opõem à sua passagem. Capítulo II O Progresso Através dos Tempos A idéia que se faz dos primeiros tempos da humanidade é geralmente falsa. Criou-se, a propósito, uma multidão de lendas religiosas, lendas da idade de ouro, do paraíso terrestre, sob cuja narrativa nossa infância foi embalada. A Ciência fez justiça dessas invenções, encontrou, nas camadas geológicas que compõem a crosta terrestre, os instrumentos e os objetos de que se serviam os primeiros homens e, com o auxílio desses restos, ela reconstituiu toda sua existência.
Esses primeiros homens eram o que são ainda hoje os selvagens da Oceania. Viviam em luta contínua com os animais ferozes que pululavam pela Terra, habitando cavernas ou construindo cabanas sobre estacas, acima dos lagos. Tinham, como armas e instrumentos, apenas pedras talhadas em forma de machados, facas e lanças; para vestimenta as peles das feras que eles matavam. Pouco a pouco, no passar dos tempos, aparecem os instrumentos de metal, o bronze, as cerâmicas, enfim o ferro, com cujo auxílio o homem talha a pedra, fende os troncos das árvores e constrói cidades. Então, no céu da humanidade aparece a aurora pálida e confusa de uma civilização rudimentar.
O homem constrói a primeira cidade (civitas), de onde nasceu a palavra civilização, e desde então, com a vida em sociedade, começa a vida moral. A vida isolada é a vida egoísta, a vida selvagem; a vida em comum é a vida moral, que faz nascer o direito e o dever, a única para a qual o homem foi criado, na qual este pode desenvolver suas faculdades, descobrir as leis de justiça que regem as sociedades e os mundos. Inicialmente, é nas vastas planícies do Oriente que a civilização nascente passeia com a sua flama. Ela procura um asilo seguro, uma casa preparada e não a encontra. Acende grandes fogos que iluminam a terra, mas que logo se extinguem, e o progresso nascente vai de cidade em cidade, de povo em povo, sem encontrar onde parar.
Ela parte da Índia, brilha um momento na Babilônia e depois troca a Babilônia por Nínive. De Nínive passa para os Persas e daí para o Egito, deixando atrás de si impérios arruinados pela corrupção e pela indolência, cidades destruídas no meio das orgias e da carnificina. Essas cidades eram imensas e esses impérios prodigiosos. Vamos agora às planícies orientais buscar os túmulos dessas civilizações desaparecidas. Não resta nada!
O vento dos desertos varreu a poeira das antigas cidades e o árabe, que é o único que hoje percorre essas solidões ao galope de seu cavalo, ele próprio não saberia dizer em que lugares outrora aquelas existiram. Do Egito a civilização passa para a Grécia e lá ela se expande. É que ali, finalmente, ela encontrou o lugar, a casa tão procurada, de onde vai brilhar sobre o mundo. Debaixo do belo céu da Grécia, o gênio humano vai se revelar pelas criações artísticas que permanecerão pelos tempos futuros e pelos modelos de pureza e de harmonia. Monumentos como o mundo jamais verá, estátuas de uma perfeição de formas ideal se elevam nas cidades gregas e, ao mesmo tempo em que o sentimento do belo se revela com tanto esplendor, a filosofia grega oferece ao futuro essas criações do pensamento que ainda servem, depois de vinte séculos, para a educação de nossos filhos.
Todavia não é apenas a Arte e a Filosofia que brilham na Grécia com um fulgor tão vivo. Nela também a civilização se manifesta pelas instituições políticas e sociais de uma grande perfeição. Nas repúblicas gregas gozava-se de uma liberdade maior que aquela que nós próprios possuímos. Cada cidadão participava da soberania nas tarefas do país; pobres e ricos, todos eram iguais em direitos e a justiça era distribuída gratuitamente. Comparando as instituições gregas com as nossas, os pensadores se desiludiram do progresso, crendo que jamais a civilização grega havia sido igualada e que, após tantos séculos de decadência, a humanidade não havia chegado ainda a esse nível.
Entretanto não nos enganemos, senhores; essa é uma opinião errada. Julga-se mal a civilização grega, analisando-a somente pelo seu brilho. Essa civilização é mais de superfície e não de profundidade. Eu me explico: tomemos Atenas como exemplo. Ela possuía vinte mil cidadãos, gozando de todos os direitos civis e políticos, beneficiando-se dos princípios de liberdade e de igualdade que são a força e a grandeza das sociedades humanas, entretanto a população de Atenas era de mais de duzentos e vinte mil habitantes.
Que eram então os outros duzentos mil? É aqui que chamo toda a vossa atenção; é aqui que está a solução do problema. Os outros duzentos mil habitantes de Atenas eram escravos, isto é, homens mortos para a vida política, mortos para a vida social. E exaltam, agora, a superioridade das instituições gregas sobre as nossas. A escravidão!
Eis o abismo que separa as civilizações antigas da civilização moderna. A Grécia, corrompida pelo luxo, pelas divisões internas, pela indolência (conseqüência inevitável da escravidão), deixa passar para as mãos de Roma a flama da civilização nascente. Enquanto os romanos permanecem sóbrios, virtuosos, insensíveis à fadiga, eles dominam o mundo antigo e imprimem a essa confusão de nações, agrupadas em volta do Mediterrâneo, um espírito de ordem e disciplina e uma organização sábia que os homens ainda admiram. Eles cobrem a terra com esses prodigiosos trabalhos, cujas ruínas despertam nossa admiração; porém, desde que o vício e a corrupção invadem o Império Romano, essa poderosa civilização se desmorona por toda parte. Das regiões do Norte, das florestas da Germânia, ondas de bárbaros se lançam sobre o império e o estraçalham, dividem-no, reduzindo-o a poeira.
Os povos se entrechocam, se exterminam, sobrepondo ruínas sobre ruínas, e nesse grande cataclismo a arte, a civilização, tudo se arruína, tudo desaparece. Então começa, para a humanidade, para o progresso, uma noite de doze séculos, doze séculos de dor, de trevas, que vão pesar no mundo até a Renascença e até a Reforma. É a Idade Média, a idade de ferro, a idade do feudalismo, a idade onde as fogueiras crepitam, onde o sangue corre em torrentes nas salas de tortura, onde as incontáveis forças se erguem com os seus frutos sinistros. Em nosso país os conquistadores do norte repartiram a terra e os filhos dos gauleses se tornaram servos. Ah! quem poderá dizer, quem poderá medir tudo quanto sofreram nossos antepassados.
Agregados ao solo, não são mais homens, porém bestas de carga. Todavia uma nova fé aparece no mundo. Ao paganismo romano sucedeu a religião do Cristo. A voz do grande sacrificado bradou do alto do Calvário, dizendo a todos: “Amaivos!” E uma doutrina de paz, de fraternidade se expandiu pela Terra; porém, enquanto o Cristianismo dos primeiros tempos era grande e puro em sua austera simplicidade, o Catolicismo da Idade Média era esmagante e impiedoso para os pequenos. As doutrinas católicas fizeram do céu a imagem da Terra.
Deus reina ali, cercado de seus santos, da mesma forma que aqui embaixo o rei no meio de seus senhores e o senhor no meio de seus vassalos. Os conquistadores, os vencedores são os nobres, os eleitos; os vencidos são os servos, os vilões e os reprovados. Para uns as festas, o prazer, a vida alegre; para os outros o trabalho sem descanso, as privações, a miséria, o medo do diabo e a perspectiva do inferno. Acima de tudo domina o arbítrio; a graça reina no céu, aqui reina o favor; o direito e a justiça, em nenhuma parte. Aliás, não havia então a justiça, porém as justiças.
Ainda existem várias localidades com esse nome. Quando se escava a terra, descobrem-se camadas de ossos, esqueletos retorcidos e esquartejados. Sabem o que eram essas justiças? Eram os lugares onde se elevavam os poderes senhoriais e esses cadáveres são dos pobres servos que tentaram sacudir um jugo muito duro! Não lembramos todas essas coisas com o objetivo de reavivar ódios extintos.
Não, ódio não temos mais. Devemos alertar os homens que preconizam as instituições da Idade Média, que as elogiam e que, se pudessem, fariam-nas renascer. Com a mão sobre a História, devemos responder e dizer uma coisa: a verdade! A verdade é que o povo da Idade Média esteve curvado durante mais de dez séculos sob o peso de todas as opressões. Acorrentado à terra que ele cultivava, considerado como um objeto, o servo vivia uma vida de animal, atrelado ao moinho que ele movia o dia inteiro.
Coberto de farrapos, habitando cabanas sórdidas, o servo se alimentava do que a conveniência do senhor lhe quisesse deixar. Sem alegria no presente, sem esperança no futuro, ele não era livre para dispor dos seus, de sua esposa, de seu filho, propriedade do senhor. Cada recém-nascido do servo era um escravo, um miserável a mais sobre a Terra. Por vezes, quando o senhor se mostrava mais cobiçoso, quando os participantes da guerra saqueavam as províncias, a vida se tornava tão difícil, a fome fazia tais devastações, que os servos, tangidos pela fome e pelo desespero, se revoltavam em massa e sob o nome de Jacques e de Pastoureaux, iam buscar na morte o esquecimento e o fim de tantos males. Eis o que era a existência para o povo daquela época que escritores chamam ainda de bom velho tempo, sim o bom tempo para os senhores e para os monges!
Eis o que eram nossos antepassados, os servos; sim, nossos antepassados! Confessemos bem alto, filhos do povo, nós somos os filhos dos servos, dos vilões. É nosso título de nobreza e nós o desejamos fortemente. Somos os descendentes daqueles que regaram a terra com seus suores para alimentar a humanidade e eis por que praticamos a santa lei do trabalho, pois amamos a justiça. Eis por que glorificamos 1789, porque 89 veio dizer a esse servo: “Que esta terra que tu regas com tuas lágrimas seja tua terra!
Que esta casa te pertença; que tua filha seja sagrada para todos. Que a noite que envolve tua alma se dissipe com a luz da instrução, a fim de que uma existência nova comece finalmente e que a hora da reparação soe para ti!” No meio dessa sombria época em que domina o feudalismo unido à teocracia romana, como se reduz o pensamento! O pensamento parece encoberto, obscurecido e extinto para sempre. Todavia não nos enganemos: o pensamento não está morto; ele vela, faz sua caminhada, tímida e subterraneamente, porém caminha. É como a semente durante o inverno: enterrada no solo, fermenta lentamente, até quando possa nascer para a luz e produzir seus frutos.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.