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Capítulo 7 de 7

Livro De Melquisedeque — parte 7 de 7

Livro de Melquisedeque

Capitulo XIV Através das revelações recebidas do anjo, Melquisedeque tomou conhecimento do grande livramento alcançado dez dias antes de sua coroação, em Rosh Hashaná, quando diante de trezentos pastores com seus vasos incendiados, exércitos de cinco reis tombaram, saindo livres os cativos. Conhecendo nossa intenção de subir à Salém por ocasião de Sukot, o rei fez preparativos para uma grande festa, na qual comemoraríamos juntos a vitória sobre toda a desarmonia gerada pelo orgulho e pelo egoísmo. Foi por isso que ao chegarmos a Salém, ficamos surpresos com toda aquela honrada recepção. Ocupar-me com o relato de todos esses acontecimentos, fez-me passar por todo este sétimo ano, quase sem notar os seus dias, que passaram velozes. Estamos hoje às portas de um novo Rosh Hashanah, quando os 300 pastores tocarão os chifres, convocando todos aqueles que possuem as pérolas, para a reunião solene de Yom Kipur. Cinco dias depois seremos recebidos em Salém para a festa de Sukot. A certeza de que acontecimentos importantes ainda deverão ser relatados até o momento em que o vaso será deixado na caverna, fez-me reservar um espaço no rolo, no qual registrarei, dia após dia, os fatos, até a consumação desta história. Hoje é Rosh Hashaná, o dia mais feliz de minha vida, pois meus braços puderam envolver finalmente o filho da promessa. A primeira coisa que Sara fez ao recebê-lo, foi colocar-lhe em sua mãozinha direita a segunda pérola que o Messias lhe dera no dia de sua conversão, na qual estava escrito nome Isaque que significa "riso", o nome de Melquisedeque e o nome de Salém. Dois dias antes do Yom Kipur, Isaque foi circuncidado, conforme a ordem de Yahwéh. Desde que os pastores começaram a tocar seus chifres em Rosh Hashanah, todos aqueles que possuíam pérolas do vaso, deixaram suas tendas, dirigindo-se em pequenos grupos, para junto do Carvalho de Mambré. Ao chegar o Yom Kipur, o dia da reunião solene, meus pastores informaram-me que todos que aqueles que haviam recebido pérolas, haviam comparecido ao encontro, não faltando nenhuma pessoa. Era maravilhoso ver a alegria estampada no semblante de toda aquela multidão, que ansiava pela subida à Salém. Todos tinham uma história para contar, de como foram mal compreendidos e humilhados por aqueles que não receberam a salvação representada pelas pérolas. O único consolo que tinham naquele tempo, vinha da certeza de que subiriam a Salém para a festa de Sukot. No primeiro dia da festa de Sukot, a multidão foi subdividida pequenos grupos de doze pessoas, para subirmos em ordem à Salém. Tendo o vaso com o rolo em minhas costas, posicionei-me à frente da multidão, sendo seguido por Sara e Isaque, que vinham montados num camelo; Logo atrás vinha Ló e suas filhas; um pouco atrás, os trezentos pastores seguidos por todos os fiéis. Iniciávamos nossa escalada quando, acompanhado por todos os seus súditos, surgiu Melquisedeque vindo ao nosso encontro, fazendo vibrar pelos ares o som festivo de muitos instrumentos musicais, comemorando a grande vitória. Depois de saudar-nos, o filho de Adonias conduziu-nos numa marcha festiva até adentrarmos os portais de Salém, que encontra-se agora mais bonita que outrora. Diante do trono, todos os remidos foram coroados por Melquisedeque,começando em seguida o grande banquete. Grande foi a alegria do rei de Salém quando entreguei-lhe o vaso com o meu manuscrito. Levandome para uma sala especial do palácio, ele mostrou-me os seis manuscritos nos quais registrara a história do Universo, segundo fora-lhe mostrada em sonho. Ao receber o meu manuscrito, ele o costurou aos demais, vindo a ser o primeiro do grande rolo. No último dia da festa de Sukot, o rolo foi aberto diante de toda a multidão de fiéis. Depois de ler uma boa parte do meu manuscrito, o filho de Adonias, tomando em seus braços o pequeno Isaque, afirmou: - Na descendência desta criança haverá de cumprir-se todas as coisas escritas neste manuscrito. Tendo dito isto, o rei o abençoou, devolvendo-o à Sara. Depois de abençoar Isaque, Melquisedeque passou a falar sobre o futuro do rolo que permaneceria por quase quatro milênios ocultos em uma caverna, sendo finalmente encontrado por um beduíno da tribo de Taamireh. Ao sair de sua caverna, o rolo enfrentaria a oposição de muitos eruditos que o declarariam apócrifo. Viria, contudo, o momento, em que suas revelações seriam confirmadas, e muitos seriam transformados pelas suas mensagens, preparando-se para o dia do juízo final.

Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.