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Capítulo 6 de 7
Livro De Melquisedeque — parte 6 de 7
Livro de Melquisedeque
Capitulo X Poucos instantes após a saída de Melquisedeque, Samael chegara ao local onde o deixara aparentemente sem vida, ao lado do alaúde. Sem entender aquele misterioso desaparecimento, ele prosseguiu para Gomorra, onde seus seguidores o esperavam. a Ao vê-los, proclamou sua "vitória" sobre o odiado príncipe e sobre o cetro, os quais massacrara em Sodoma, não restando aos seguidores do pergaminho nenhuma esperança. Suas palavras agradaram a turba rebelde, que passou a comemorar a "conquista" entregando-se à orgia. Zombavam agora da justiça e do amor, exaltando a Samael como rei vitorioso. Obteriam agora armas, com o propósito de avançarem sobre Salém, desferindo-lhe o último golpe; Juntaram-se a eles em seu maléfico propósito, muitos criminosos que foram recebidos como mestres no manejo de arcos e flechas. Em sua loucura, Samael ordenou o banimento de todo calendário, pois em seu reino de "liberdade" não estariam sujeitos a nenhum cômputo de tempo. As leis da moralidade foram também banidas, surgindo com isso um completo caos. Essa desordem, revelou-se de maneira mais patente no barulho estridente e cacofônico, ao qual proclamaram como a nova música. Dominados pelo egoísmo, Samael e seus seguidores alimentavam-se de ilusões, inconscientes de que seus dias estavam contados. Os frutos da rebelião não tardariam em atrair sobre eles o fogo da destruição. Dividindo seus seguidores em pequenos grupos, Samael passou a comandá-los em atos violentos que aterrorizavam os moradores das planícies; Por esse tempo, eles escondiam-se nas cavernas situadas próximas ao mar salgado. O respeito e o medo dos guerrilheiros de Samael, levou finalmente os reis de quatro cidades a procurarem-no, propondo alianças de paz. Eram eles: Bara, rei de Sodoma, Bersa, rei de Gomorra, Senaab, rei de Adama, Semeber, rei de Seboim e Segor, o rei de Bela. Por essa época, esses reis pagavam tributos a Cordolaomor, rei de Elam que, acompanhado pelos exércitos de quatro outras cidades, os haviam subjugado no vale de Sidim junto ao mar salgado. Fortalecido pelas alianças, Samael tornou-se mais ousado em suas investidas, levando o terror e a destruição aos territórios de cidades distantes. Os exércitos de Cordolaomor e seus aliados que retornavam nesses dias de outras conquistas, enfurecidos pelas provocações de Samael, marcharam contra os quatro reis, vencendo-os novamente no vale de Sidim. Foi nessa ocasião que levaram cativos os habitantes de Sodoma, entre os quais encontrava-se o meu sobrinho Ló. Acovardados diante do furor dos cinco reis, Samael e seus seguidores esconderam-se em suas cavernas, ao norte do mar salgado
Capitulo XI Os doze meses contados a partir do grande sacrifício estavam prestes a terminar. O cetro, totalmente restaurado, resplandecia em seu estojo, enquanto o príncipe, igualmente restabelecido das feridas causadas pela rebeldia, alegrava-se ao ver chegar o Yom Kipur de sua coroação. Enquanto isso, ele compunha lindas canções que expressavam o seu amor por Salém. Naqueles doze meses, a cidade da paz tornara-se mais bela, sendo adornada qual noiva para o grandioso dia da coroação. À uma semana para o Yom Kipur, Samael, totalmente inconsciente de que o dia de seu julgamento se aproximava, reuniu os seus seguidores, anunciando-lhes que a próxima missão seria a conquista de Salém. Antes de avançarem, contudo, ele subiria sozinho para verificar os pontos vulneráveis da cidade. Depois de ser aplaudido pela turba, Samael partiu em sua missão de reconhecimento. Enquanto avançava sozinho, procurava não lembrar-se daqueles momentos que trouxeram-lhe terror pela culpa, mas, dominado por uma força superior, foi arrastado em suas lembranças para aquele monte da cruel tortura. Todo o seu passado começou a vir-lhe à lembrança, como um peso esmagador. Quando despertou-se de suas lembranças das quais não conseguiu fugir, já era noite. A escuridão que o envolvia pareceu-lhe o prenúncio de um triste fim. Esse desânimo, contudo, procurou bani-lo com a lembrança do exército que o esperava, pronto para cumprir suas ordens, na conquista de Salém, onde não haveria lembranças daquele pergaminho. O alvorecer o alcançou próximo de Salém. Ao avistar o monte das Oliveiras, veio-lhe à lembrança a última vez que o transpôs, deixando para trás a cidade vencida. Quantas noites haviam passado desde então? Ele perdera a noção de tempo, não sabendo que justamente doze meses haviam se passado. Não podia imaginar que, raiava naquela manhã o Yom Kipur, o dia de seu julgamento. Ao chegar ao topo do monte das Oliveiras naquela manhã, Samael surpreendeu-se ao ver que a cidade tornara-se mais bonita que outrora; Toda ela estava adornada de ramos e flores, como uma donzela à espera de seu noivo. Contudo, Salém estava abandonada, não havendo nenhum sinal de vida em todas as suas mansões. Isto o fez concluir que os golpes que haviam aniquilado o príncipe e o cetro, trouxeram como conseqüência todo aquele abandono. Ele não sabia, contudo, que naquele momento todos os remanescentes daquele reino, encontravam-se ocultos no grande salão do palácio, aguardando pelo momento mais glorioso, da coroação de Melquisedeque. Imaginando-se exaltado sobre o trono abandonado, tendo a seus pés os exércitos vitoriosos, o rebelde penetrou na cidade, dirigindo-se apressadamente ao palácio. Ao transpor o portal principal que dá entrada ao salão principal, ficou surpreso ao ver ali reunidos uma multidão de fiéis. Sobre um áureo tablado, enfeitado de flores talhadas em pedras preciosas, encontra-se o trono vazio. Na base do trono estava o pergaminho das leis, uma coroa de ouro cheia de pedras preciosas e o estojo que deixara vazio naquela noite de traição. Sem entender o enigma, Samael escondeu-se por trás de uma coluna, temendo ser reconhecido, e ficou observando. Os súditos, com expressão de feliz expectativa olhavam para o trono vazio. Onde encontravam eles motivos para toda essa alegria, se haviam perdido o seu rei juntamente com o cetro? Samael questionava sobre esse mistério, quando Adonias, aplaudido pelos súditos, encaminhou-se para junto do trono.Com voz cheia de emoção pela vitória, o fundador de Salém anunciou que havia chegado o momento tão sonhado da coroação. Um brado de triunfo ecoou pelos ares quando, anunciado pelo seu pai, entrou o amado príncipe encaminhando-se em direção do trono. Ao vê-lo coberto por um manto de glória, Samael ficou possuído por um terrível pavor, e procurou fugir. Descobriu, contudo, que todos os portais do grande salão estavam fechados por fora. Teve início a cerimônia da coroação. Era um momento deveras solene. Adonias, num gesto reverente, tomou a rica coroa, colocando-a na fronte de seu filho. Prostrando-se depois sobre o estojo, abriu-o cuidadosamente, tirando dele o alaúde restaurado, cuja beleza e brilho eram muito superiores à sua primeira condição, ao sair das mãos de Adonias o seu luthier. Assentando-se no trono em meio às aclamações dos súditos, Melquisedeque passou a dedilhar o cetro, tirando dele acordes de muita harmonia e paz. Todos se aquietaram para ouvirem suas novas composições que expressavam o seu profundo amor pelo cetro e por todo aquele reino de paz. Grande emoção invadia o coração de todos naquele momento, levando-os às lágrimas. Samael, sem forças para reagir, sentia-se torturado por aqueles acordes que torturavam faziam reviver em sua mente suas oportunidades perdidas, numa terrível tortura para sua consciência. Melquisedeque compusera para aquele momento especial, canções que retratavam os momentos mais marcantes da história de Salém; Quando passou a cantar sobre a amizade que tinha por Samael, sua voz embargava-se pelas lágrimas que não conseguia conter. Triste para ele era cantar sobre a queda daquele que era-lhe o maior amigo! Cantou então sobre o alto preço que teve de pagar pela reconquista do cetro, que representa a honra de Salém. Ao contemplarem aquelas mãos marcadas pelas cicatrizes, tocando com tanta maestria e carinho o cetro restaurado, os súditos tomados por forte emoção, prostraram-se em pranto. Ao ver nas nãos de Melquisedeque aquele alaúde que, em suas mãos fora instrumento de tortura, Samael compreendeu, tarde demais o quanto errara, desviando-se dos conselhos do príncipe; Quantas vezes aquelas mãos sobre as quais descarregara toda aquela violência haviam sido estendidas num esforço de salvá-lo, e ele as havia negligenciado. Agora, era tarde demais! Tarde demais!!!
Capitulo XII Os súditos triunfantes que, reverentes, haviam sido conduzidos a todo aquele passado de felicidade, traição, dor e triunfo, uniram finalmente as vozes numa jubilosa proclamação: Verdadeiros e justos são os teus princípios, ó rei de Salém. Digno és de reinar em glória e majestade entre os louvores de teus fiéis, porque em teu sacrifício nos livraste das ameaças das trevas, fazendo renascer em nosso coração a alegria do alvorecer. Esse cântico de exaltação foi seguido pela cerimônia de confirmação de todos os fiéis em sua vitória. O filho de Adonias, com o seu cetro redimido, passou a selar com um toque especial do cetro, a vitória de cada um. Formou-se para tanto uma longa fila de fiéis exultantes. Os súditos confirmados, à medida em que iam recebendo o toque de aprovação do rei, posicionavam-se ao lado direito do trono, onde permaneciam aguardando pela confirmação dos outros. Os olhares que, iluminados de alegria, haviam acompanhado o selamento dos últimos justos, pousaram sobre a figura estranha de Samael que, dominado por uma força irresistível, encaminhavase cabisbaixo em direção do trono. Seu aspecto era horrível: seu semblante havia sido deformado pelo mal; suas vestes estavam sujas e mal cheirosas; tudo nele repugnava, ao ponto de ninguém reconhecê-lo. Em meio ao espanto dos súditos, Melquisedeque ergueu-se de seu trono como que ferido por uma grande dor; De seus lábios os súditos ouvem uma dolorosa exclamação: - Samael, Samael!!! A figura deplorável daquele que fora tão belo, encheu a todos de tristeza, e começaram a prantear. Eles lamentavam por saber que o destino de Samael e de todos aqueles que o seguiram, poderia ter sido muito diferente, se eles houvessem atendido aos rogos de amor de Adonias e de seu filho. Não era o plano do rei e o sonho de Melquisedeque tê-lo como o guardião do pergaminho, sendo o segundo em honra naquele reino? Samael que, reconhecendo sua desventura, aproximara-se cabisbaixo do trono, ao presenciar toda aquela lamentação, é novamente iludido pelo orgulho, julgando tratar-se de uma demonstração de fraqueza de seus inimigos. A lembrança de seu exército que fortalecido o aguarda na planície, iludeo com a certeza de que será vitorioso sobre Salém.Com esse pensamento, ergue a fronte marcada pelo ódio e, fitando o rei, levanta o punho cerrado e o desafia, desdenhando de sua autoridade, com a ameaça de tomar-lhe o trono. Ainda que condoídos por sua perdição, os súditos de Salém não suportaram a ousada afronta daquele enlouquecido jovem que, depois de causar tanto sofrimento, ainda era capaz de erguer-se com tamanho desafio. O vitorioso rei que com tanto prazer selara com o seu cetro a conquista dos fiéis, ergueu-o dolorosamente para o selamento da triste sorte dos rebeldes. Imobilizado por uma força estranha, Samael, sem desviar os olhos do cetro, ouviu dos lábios do rei a proclamação de seu julgamento e de todos os seguidores: Prisioneiros de uma força invisível, ficariam retidos em suas cavernas por seis anos, sendo depois visitados pelo fogo do juízo que os destruiria juntamente com as cidades que a eles se aliaram.
Capitulo XIII Ao ir para a cama depois daquele dia de tantas emoções, o jovem rei, imerso nas lembranças daquele passado de felicidade e dor, rolava em sua cama insone. Quando finalmente adormeceu, teve um sonho muito significativo. No sonho, apareceu-lhe um anjo luminoso, que saudou-o com um sorriso, dizendo-lhe que todo o Universo acompanhava com atenção todo aquele drama que estavam vivendo, que o mesmo tinha um sentido prefigurativo, retratando acontecimentos passados e futuros, que envolvia todo o vasto universo. As palavras do anjo despertaram em Melquisedeque um grande desejo de conhecer a história desse drama cósmico. Conhecendo o seu anseio, o anjo arrebatou-o no sonho revelando-lhe um distante futuro. Diante de seus olhos manifestaram-se as glórias de uma nova e esplêndida Salém, cujas muralhas e mansões eram feitas de pedras preciosas; Os portais da cidade eram de pérolas. Suas amplas avenidas eram de ouro puro. A cidade era quadrangular e se estendia por centenas de quilômetros. Estava dividida em dois setores distintos: Norte e Sul. Ao Sul elevavam-se incontáveis mansões, habitações eternas de anjos e de seres humanos redimidos; Ao Norte havia um lindo paraíso ao qual o anjo revelou ser o jardim do Éden. Ali, em ambas as margens do rio da vida, havia campos repletos de todo tipo de vegetação, com flores e frutos em abundância. Viviam ali em perfeita harmonia, todas as espécies de insetos, aves e animais. No meio do paraíso podia-se ver uma montanha fulgurante, a qual o anjo afirmou ser o monte Sião, o lugar do trono de Deus. Era daquele monte que emanava o rio da vida, fluindo por toda a cidade. Quando alcançaram o topo da montanha sagrada, o rei de Salém ficou deslumbrado com o cenário visto ao seu redor. Encontrava-se na parte mais elevada de Sião a mais linda de todas as edificações revelado pelo anjo como o palácio de Deus. Aquela magnífica construção era sustentada por sete colunas, todas de ouro transparente, engastadas de lindas pérolas. Ao redor do palácio, floresciam a mais exuberante vegetação: havia ali o pinheiro, o cipreste, a oliveira, a murta, a romãzeira e a figueira, curvada ao peso de seus figos maduros. Enquanto admirava-se ante a beleza daquele lugar, o anjo disse-lhe que a nenhum ser humano fora dado o privilégio de ver o interior daquele palácio de Deus. A ele seria dada esta honra, pois fora escolhido para ser o portador das mais amplas revelações sobre o reino da luz. Ao transporem com reverência um dos portais de pérolas, prostraram-se em adoração, enquanto ouviam o cântico de uma multidão de serafins, que circundavam o trono, em constante louvor Àquele que Era, que É e que Sempre Será. Ao olhar para Aquele que estava assentado sobre o trono, Melquisedeque ficou surpreso ao descobrir a figura de um homem. Ele estava coberto por um manto de linho fino, de uma alvura sem igual, e tinha sobre a cabeça uma coroa formada por sete coroas sobrepostas, repletas de pedras preciosas. Ao olhar para as mãos que sustentavam o cetro, o filho de Adonias ficou surpreso ao descobrir nelas cicatrizes de ferimentos, semelhantes àquelas em suas mãos. O anjo afirmou-lhe ser o Messias, a manifestação visível de Yahwéh, o Deus Invisível. Atraído para o cetro resplandecente, com o qual o Messias governava sobre todo o Universo, o rei de Salém viu nele o selo do domínio, e nele escrito o nome: Israel. Tomado por profunda emoção, Melquisedeque prostrou-se ante o Rei daquela eterna Salém, e, revivendo ali a história de sua pequena cidade, teve desejo de conhecer o grande drama da história universal. Conhecendo o desejo de seu coração, o anjo disse-lhe: - Agora lhe farei conhecer a história desta gloriosa Salém. Tudo o que lhe for mostrado na visão, você deverá registrar fielmente em seis pergaminhos que serão costurados um ao outro, formando um único rolo. Você terá seis anos para escrevê-los. Ao fim dos sete anos, você receberá das mãos de um ancião um vaso contendo um rolo especial, com muitas revelações importantes, destacandose a história de Salém. Você tomará esse rolo, e o costurará como o primeiro dos sete, formando um único rolo. Depois de selá-lo, você e o ancião o guardarão no vaso, levando-o para uma caverna que eu lhes mostrarei ao norte do mar salgado, onde permanecerá esquecido até que chegue os últimos dias, quando será resgatado e revelado ao mundo por meio de um pequeno beduíno. Depois de falar ao rei de Salém estas palavras, o anjo conduziu-o em visão a um infinito passado, quando o Universo ainda não existia. Uma história muito parecida com a de Salém passou a desdobrar-se diante de seus olhos; porém, numa dimensão infinitamente maior, começando pela criação do reino da luz.Com admiração contemplou a formação de bilhões de mundos e estrelas, repletos de vida e felicidade que passaram a girar em torno da Salém Celeste, o paraíso de Deus. Sua atenção voltou-se depois para o mais belo de todos os querubins que, honrado pelo Criador, passou a residir com Ele em Seu palácio. Uma eternidade de felicidade e paz parecia embalar aquele reino, quando a mesma experiência de egoísmo e rebeldia vivida por Samael, começou a repetir-se na vida daquele anjo amado. Cenas de uma grande rebelião começaram a ser mostradas a Melquisedeque, envolvendo todos os habitantes do Universo. O querubim honrado, semelhante a Samael, seduzira um terço das hostes que, passaram a reverenciá-lo como rei. Em meio às cenas daquele grande conflito, o rei de Salém testemunhou a criação do planeta Terra, sobre a qual surgiu o homem como cetro racional daquele reino disputado. Com agonia viu o momento em que o chefe da rebelião aproximou-se sutilmente do paraíso, apossando-se do ser humano, depois de seduzi-lo com tentações. Ouviu então o seu brado, numa proclamação de vitória. A partir daquele momento, o inimigo de Deus passou a arruinar o ser humano, apagando nele todos os traços da glória divina, como Samael fizera com o cetro. A sua própria experiência, ao declarar naquela manhã aos súditos de Salém sua decisão de ir em busca do cetro perdido, começou a repetir-se diante de Seus olhos. Reunindo as hostes que haviam permanecido fiéis ao Seu governo, o Criador passou a revelar um plano de resgate: Ele haveria de ir em busca do homem, e o remiria, ainda que isto lhe custasse infinito sacrifício. Diante desta revelação, o filho de Adonias prostrou-se comovido, ao descobrir que em sua vida tivera a honra de retratara o próprio Messias. Todo o drama vivido pelo filho de Adonias em sua angustiante busca, até o momento de seu suplício pela redenção do cetro, foi ganhando amplitude naquela visão que abarcava toda uma eternidade. Diante de seus olhos desfilavam cenas de uma grande batalha que, sem trégua se estenderia até o dia do juízo final, quando o Messias vitorioso empunhará o cetro redimido, selando com ele a condenação de todas as hostes rebeldes.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.