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Capítulo 17 de 31
5. Respostas de Vultos Venebaveis da Humanidade as
Amor sem Adeus · Chico Xavier, pelos espíritos Walter e Hércio Marcos C. Arantes
SOPLICAS DE SEUS DEVOTOS
Sempre observando e colhendo informações com o alto objetivo de aprendizado próprio e de transmitir sua experiência a n6s outros, encarnados, André Luiz teve a oportunidade de realizar proveitoso estudo do poder da oração. Esta pesquisa, feita em companhia do seu colega Hilário e do experiente Assistente Silas, foi possível graças à sintonia deles com a faixa mental de criaturas em prece, permitindo assim, a análise dos pensamentos emitidos. Focalizaremos, sucintamente, duas observações. Na primeira delas, uma senhora exorava a proteção de Santa Teresinha do Menino Jesus (desencarnada no Carmelo de Lisieux, França, em 1897). Diante da cena, ao Assistente “indagou Hilário com o otimismo de sempre: – E a mensagem dela alcança o coração da famosa freira? – Como não? – respondeu o interlocutor. – Depois da morte do corpo, as criaturas efetivamente santificadas encontram as mais altas quotas de serviço, na escansão da luz ou da caridade, do conhecimento ou da virtude de que se fizeram a fonte viva de inspiração, quando no aprendizado humano.
O céu beatífico e estanque existe apenas na mente ociosa daqueles que pretendem progresso sem trabalho e paz sem esforço. Tudo é criação, beleza, aprimoramento, alegria e luz incessantes na obra de Deus, a expressarse, divina e infinita, através daqueles que se elevam para o Infinito Amor. Assim pois, o coração que deixe na Terra uma sementeira de fé e abnegação passa a nutrir, do plano espiritual, a lavoura das idéias e dos exemplos que legou aos irmãos de luta evolutiva, lavoura essa que se expande naqueles que lhe continuam o ministério sagrado, crescendo, assim, em trabalho e influência para o bem, no setor de ação iluminativa e santificante que o Senhor lhe confia.” (12) Uma outra senhora, igualmente analisada, assim suplicava ao querido e inesquecível médico brasileiro, Dr. Bezerra de Menezes: – “Doutor Bezerra, por amor de Jesus, não abandones meu pobre Ricardo nas trevas da desesperação!... Meu esposo infeliz atravessa rudes provas!... ó generoso amigo, socorre-nos! Não permitas que ele desça ao abismo do suicídio... Dá-lhe coragem e paciência, sustenta-lhe o bom ânimo!...
As dificuldades e as lágrimas que o afligem no mundo caem sobre minh’alma como chuva de fel!...” (13) E a seguir, André Luiz comenta a sua valiosa experiência: “Antes de desviar a minha atenção, fitei o semblante do grande médico, segundo as recordações da irmã que orava, confiante, anotando o primor da fotografia mental que ela exteriorizava. Víamos, ali, o retrato do Dr. Bezerra, qual o conhecemos sereno, simples, bondoso, paternal... Precedendo-nos as interrogações costumeiras, o Assistente informou: – Com mais de cinquenta anos consecutivos de serviço à Causa Espírita, depois de desencarnado, Adolfo Bezerra de Menezes fez jus à formação de extensa equipe de colaboradores que lhe servem à bandeira de caridade. Centenas de Espíritos estudiosos e benevolentes obedecem-lhe às diretrizes na lavoura do bem, na qual opera ele em nome do Cristo. – Desse modo – alegou Hilário –, é fácil compreendê-lo agindo em tantos lugares ao mesmo tempo...
– Perfeitamente – concordou Silas. – Como acontece na radiofonia, em que uma estação emissora está para os postos de recepção, assim qual uma só cabeça pensante para milhões de braços, um grande missionário da luz, em ação no bem, pode refletir-se em dezenas ou centenas de companheiros que lhe acatam a orientação no trabalho ajustado aos desígnios elo Senhor. Bezerra de Menezes, invocado carinhosamente, em tantas instituições e lares espíritas, ajuda em todos eles, pessoalmente ou por intermédio das entidades que o representam com extrema fidelidade. – Para isso – aduziu meu colega – terá o seu campo próprio de atividade, assim como um chefe de serviço humano possui a sede administrativa da qual distribui com os comandados o pensamento diretor da organização... – Como não? – falou-nos o Assistente, sorrindo – o Senhor, que tem meios de instalar condignamente qualquer dirigente de trabalho humano, ainda mesmo nas mais ínfimas experiências da vida social no Planeta, não relegaria à intempérie os missionários da luz no Plano Espiritual.” (14) Na 2ª mensagem de Walter, os seus familiares citados e o Dr. Edgard já são nossos conhecidos. Falta-nos identificar Gerson e Sandra.
Gerson José Bugiatto faleceu com apenas 23 anos, de acidente automobilístico, em 18 de novembro de 1973. Era amigo de Walter Os seus pais Mário e Maria Joana Bugiatto, residem na capital paulista. Sandra era a sua noiva. A progenitora de Gerson fazia companhia a D.Maria Perrone na reunião do “Grupo Espírita da Prece”. E o recado, profundamente carinhoso, veio através do amigo: Nosso irmão Gerson está conosco e beija as mãos da mãezinha aqui presente. Comunica que tem pedido dos Mensageiros de Jesus por ela e pela Sandra. Aos nossos olhos, um exemplo admirável de preservação de laços sinceros de amizade na Vida Maior e a manifestação, por via mediúnica, do afeto aos seres queridos, deixados no plano terreno.
*** Não havia ainda, completado um mês do recebimento da 2ª carta, quando brilhou na mente de D. Maria Perrone nítida, intuição: seu filho a aguardava para o próximo e novo encontro epistolar. O seu coração maternal, com a ferida da saudade em processo de cicatrização, passando por uma fase de intranqüilidade em face de dolorosos problemas, pressentiu mais uma vez que, com a força inexaurível do amor, Walter atravessaria a “muro da morte” pela mediunidade de Chico Xavier para transmitir-lhe palavras de conforto e esclarecimento. Rumo a Uberaba – era o apelo que brotava, límpido, em seu cérebro. Pela primeira vez iria acompanhada de um familiar, a sua filha Soninha. Com este pequeno preâmbulo à leitura da 3ª mensagem, poderemos entender duas significativas frases da mesma: Não podia, de minha parte, faltar ao nosso encontro; e Agradeço à Soninha ter vindo para nosso diálogo entre duas vidas. E o médium ignorava estes detalhes...
Naquela época, habitualmente, eram realizadas reuniões públicas no “Grupo Espírita da Prece” aos sábados, pela manhã. Aos 6 de setembro de 1975, numa dessas manhãs, Walter redigiu a sua nova carta, como veremos no próximo capítulo.
(1) Médico, político, jornalista, conferencista, escritor, grande vulto do Espiritismo, Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, nasceu na vila Riacho do Sangue, município de Jaguaretama, Ceará, aos 29 de agosto de 1831. Como médico, exerceu várias funções importantes, tais como, redator dos “Anais Brasilienses de Medicina”, da Academia Imperial de Medicina, e membro honorário da Seção Cirúrgica da Academia Nacional de Medicina. Fez de sua profissão um verdadeiro apostolado, abrindo constantemente seu coração à fraternidade real, recebendo do povo o honroso cognome de “Médico dos Pobres”. Político atuante no Rio de Janeiro, foi vereador, chegando a presidir a Câmara Municipal da Corte; deputado em várias legislaturas com profícua atividade, considerado como “estrela de primeira grandeza entre os homens públicos contemporâneos”. A sua participação no movimento espírita foi tão notável, como moderador, unificador e divulgador, que até hoje é chamado de “Kardec Brasileiro”. Deixou várias e importantes obras doutrinárias. Presidiu a Federação Espírita Brasileira de 1895 até o final de sua vida missionária. Desencarnou no Rio de Janeiro, em 11 de abril de 1900. (2) KARDEC, Allan – O Evangelho segundo o Espiritismo.
Cap. XXVII, item 4. (3) Id. ibid. cap. XXVII, item 9. (4) XAVIER, Francisco Cândido – Pensamento e Vida. Pelo Espírito Emmanuel. 4. ed., Rio de Janeiro, FEB 1975 cap. 26. (5) XAVIER, Francisco Cândido – Nosso Lar. Pelo Espírito André Luiz. 17. ed., Rio de Janeiro, FEB 1976 cap. 3, p. 29. (6) Id. ibid., cap. 3, p. 30. (7) Op. Cit, cap. 7 p.47. (8) Op. cit., cap 7, p. 47-48. (9) Op. cit., cap. 8, p. 51. (10) Op. cit., cap. 8, p. 50-51. (11) XAVIER, Francisco Cândido – Entre a Terra e o Céu. Pelo Espírito André Luiz. 5. ed., Rio de Janeiro, FEB [1972] cap. I, p. 9-11. (12) XAVIER, Francisco Cândido – Ação e Reação. Pelo Espírito André Luiz. 4. ed., Rio de Janeiro, FEB [1972] cap. 11, p. 159. (13) Id. ibid., cap. 11, p. 161. (14) Op. cit., cap. 11, p. 161-162.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.