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Capítulo 14 de 31
2. O Poder da Oração Individual
Amor sem Adeus · Chico Xavier, pelos espíritos Walter e Hércio Marcos C. Arantes
Após alguns dias de permanência na acolhedora cidade, André Luiz perguntou ao dedicado enfermeiro Lísias porque nunca recebeu no Além a visita dos familiares e amigos que faleceram antes dele. Contou-lhe da abnegação e carinho de seus pais terrenos. E, principalmente eles, que o antecederam por alguns anos na morte da máquina física, não haviam dado, até então, o menor sinal de vida. Lísias respondeu-lhe com as seguintes palavras esclarecedoras: “– Pois note, sua mãe o tem ajudado dia e noite, desde a crise que antecipou sua vinda, Quando se acamou para abandonar o casulo terrestre, duplicou-se o interesse maternal a seu respeito. Talvez não saiba ainda que sua permanência nas esferas inferiores durou mais de oito anos consecutivos. Ela jamais desanimou. Intercedeu, muitas vezes, em “Nosso Lar”, a seu favor. Rogou os bons ofícios de Clarêncio, que começou a visitá-lo frequentemente, até que o médico da
Terra, vaidoso, se afastasse um tanto, a fim de surgir o filho dos Céus. Compreendeu?”(7) Estas elucidares produziram em André imensa emoção, umedecendo-lhe os olhos. E o enfermeiro amigo prosseguiu: “- No dia em que você orou com tanta alma, quando compreendeu que tudo no Universo pertence ao Pai Sublime, seu pranto era diferente. Não sabe que há chuvas que destroem e chuvas que criam? Lágrimas há também, assim. É lógico que o Senhor não espere por nossas rogativas para nos amar; no entanto, é indispensável nos colocarmos em determinada posição receptiva, a fim de compreender-lhe a infinita bondade. Um espelho enfuscado não reflete a luz. Desse modo, o Pai não precisa de nossas penitências, mas convenhamos que as penitências prestam ótimos serviços a nós mesmos. Entendeu? Clarêncio não teve dificuldade em localizá-la, atendendo aos apelos de sua carinhosa genitora da Terra; você, porém, demorou muito a encontrar Clarêncio. E quando sua mãezinha soube que o filho havia rasgado os véus escuros com o auxílio da oração, chorou de alegria, segundo me contaram...” (8)
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.