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Capítulo 4 de 4
Variações da Caridade
Indulgência · Chico Xavier, pelo espírito Emmanuel
Emmanuel
Caridade que anuncia os próprios méritos é serviço ameaçado pela vaidade. * Caridade que auxilia para furtar-se às obrigações do trabalho é inclinação à preguiça. * Caridade que se expressa para dominar o pensamento e a conduta dos outros é tirania de espírito. * Caridade que ampara com o objetivo de mostrar-se superior é fruto isolado em espinheiro do orgulho. * Caridade que pede remuneração é fonte poluída pelo fel da exigência. * Caridade que dá para receber é bondade com propósitos subalternos. * Caridade limitada aos familiares e amigos é tisnada de paixão. * Caridade que socorre e não perdoa é uma porta de ouro para a introdução à crueldade. * Caridade com repetidas lamentações é caminho para o desânimo. * Caridade que beneficia desesperando é inquietação e impaciência. * A caridade legítima jamais aparece concorrendo aos tributos da gratidão, nunca reclama, não se ensoberbece, não persegue, não se lastima, não odeia e nunca desencoraja a ninguém. * Se desejamos caminhar em companhia da divina virtude, cultivemo-la, em silêncio, no coração, à maneira do Herói do Amor Infinito que, para revelar-nos a caridade pura, entregou-se, confiante, à Vontade de Deus, pela morte na cruz.
(De “Indulgência”,
Ama, serve e confia. Deus te mantém a paz.
Emmanuel
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.