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Capítulo 2 de 4
Evangelho De Nicodemus — parte 1 de 1 — parte 1 de 3
Evangelho de Nicodemus
Eu, Ananias, protetor, de hierarquia pretoriana, perito em leis, vim através das divinas Escrituras tomar conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo e me aproximei dele pela fé, e permiti-me receber o santo batismo; agora sinto-me, depois de seguir a pista das narrações relativas a Nosso Senhor Jesus Cristo, que foram feitas naquela época, e que os judeus deixaram guardadas com Pôncio Pilatos; encontrei-as com estavam, escritas em hebraico, e com o beneplácito divino traduzi-as para o grego, para o conhecimento de todos os que invocam o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, durante o reinado de Flávio Teodósio, nosso senhor, no ano 17, e sexto de Flávio Valentino, na nona indicação. Todos, pois, quantos leiam e traduzam isto para outros livros, lembrem- se e peçam por mim para que o Senhor seja piedoso para comigo e me perdoe os pecados que cometi contra ele. Paz aos leitores, aos ouvintes e aos seus servidores. Amém. No ano décimo quinto do governo de Tibério César, imperador dos romanos; no ano décimo nono do governo de Herodes, rei da Galiléia; no oitavo dia das calendas de abril, correspondente ao dia 25 de março; durante o consulado de Rufo e Rubelião; no quarto ano da olimpíada 202; sendo, nessa época, José Caifás o sumo sacerdote dos judeus.
Tudo o que Nicodemus narrou com base no tormento da cruz e da paixão do Senhor, transmitiu-o aos príncipes dos sacerdotes e aos demais judeus depois de havê-lo redigido ele mesmo em hebraico. Depois de se haverem reunido em conselho os príncipes dos sacerdotes e os escribas, Anás e Caifás e Semes e Dothaim e Gamaliel, Judas, Levi e Neftali, Alexandre e Jairo e os restantes dentre os judeus apresentaram-se diante de Pilatos acusando Jesus de muitos feitos, dizendo: "Sabemos que ele é filho de José o carpinteiro e que nasceu de Maria, e chama-se a si mesmo Filho de Deus e rei; além disso profana o sábado e ainda pretende abolir a lei de nossos pais". Disse-lhes Pilatos: "E o que ele faz e o que ele pretende abolir?" Os judeus disseram: "Temos uma lei que proíbe a cura no Sabat; pois bem, este, servindo-se das más artes, curou durante o Sabat coxos, machucados, cegos, paralíticos, surdos e endemoninhados". Disse-lhes Pilatos: "Se realiza honestamente suas curas, não faz mal algum." Os judeus replicaram: "Se realizasse suas curas honestamente, não seria mal maior; mas para fazê-las usa a virtude de Belzebu, príncipe dos demônios, expulsa a estes e a todos que lhes são submissos". Disse-lhes Pilatos: "Isto não é tirar os demônios pela virtude de um espírito imundo, mas sim pela virtude do deus Esculápio".
Os judeus disseram a Pilatos: "Rogamos à tua autoridade que ele seja apresentado diante do teu tribunal para que possa ser ouvido". Pilatos então chamou-os e disse-lhes: "Dizei-me vós como é que eu, um mero governador, posso submeter nada menos que um rei a interrogatório?" Eles responderam: "Nós não dissemos que é um rei, mas sim que ele mesmo se dá esse título". Então Pilatos chamou o mensageiro para dizer-lhe: "Que me seja apresentado aqui Jesus, com toda a deferência". O mensageiro saiu, então, e logo que identificou, o adorou; depois tirou o manto que levava em suas mãos e estendeu-o no chão, dizendo: "Senhor, passa por cima e entra, que o governador te chama". Os judeus, vendo o que o mensageiro havia feito, puseram-se a gritar contra Pilatos, dizendo: "Por que te serviste de um mensageiro para fazê-lo entrar, e não de um simples pregoeiro?
Sabes que o mensageiro, assim que o viu, passou a adorá-lo e estendeu seu manto sobre o chão, fazendo-o caminhar por cima como se fosse um rei?" Pilatos, então, chamou o mensageiro e lhe disse: "Por que fizeste isso e estendeste o manto sobre o chão, fazendo Jesus passar por cima?" O mensageiro respondeu: "Senhor governador, quando me enviaste a Jerusalém junto com Alexandre eu o vi montando um burro, e os filhos dos hebreus iam aclamando-o com ramos nas mãos, enquanto outros estendiam suas vestes no chão dizendo: "Salva-nos, tu que estás nas alturas; bendito o que vem em nome do Senhor'." Os judeus então começaram a gritar e disseram ao mensageiro: "Os jovens hebreus clamavam em sua língua, como então informaste da sua equivalência em grego?" O mensageiro respondeu: "Perguntei a um dos judeus e lhe disse: "Que estão gritando em hebraico?' E ele traduziu". Pilatos disse-lhes: "Como soa em hebraico o que eles diziam em altos brados?" Os judeus responderam: "Hosanna membrome; baruchamma; adonai". Então Pilatos lhes disse: "E o que significa Hosanna e as outras palavras?" Os judeus responderam: "Salva-nos, tu que estás nas alturas; bendito o que vem em nome do Senhor". Pilatos disse-lhes: "Se vós mesmos dais testemunho das vozes que saíram da boca dos jovens, que falta cometeu o mensageiro?" Eles se calaram. Então o governador disse ao mensageiro: "Sai e faze-o entrar da maneira que lhe aprouver".
Saiu, então, o mensageiro e procedeu da mesma maneira que anteriormente, dizendo a Jesus: "Senhor, entra; o governador te chama". Mas no momento em que Jesus entrava, os que seguravam os estandartes inclinaram-se e adoraram a Jesus. Os judeus que presenciaram esse gesto de reverência e adoração a Jesus, começaram a gritar desaforos contra os que portavam as bandeiras. Mas Pilatos lhes disse: "Não vos causa admiração ver como eles se inclinaram e adoraram Jesus?" Os judeus responderam a Pilatos: "Nós mesmos vimos como eles se inclinaram e o adoraram". O governador chamou então os que carregavam as bandeiras e lhes disse: "Por que agistes assim?" Eles responderam a Pilatos: "Nós somos gregos e servidores das divindades, como então iríamos adorá-lo?
Saibas que, enquanto estávamos eretos, nossos corpos se inclinaram por eles mesmos e o adoraram". Então Pilatos disse aos arquissinagogos e anciãos do povo: "Escolhei vós mesmos alguns varões fortes e robustos; que eles segurem os estandartes e vejamos se estes inclinam-se sozinhos: "Então os anciãos escolheram de entre os judeus doze homens fortes e robustos, aos quais obrigaram a sustentar os estandartes em grupos de seis, e ficaram em pé diante do tribunal do governador. Então Pilatos disse ao mensageiro: "Leva-o para fora do pretório e introduze-o novamente da maneira que te aprouver". E Jesus saiu do pretório acompanhado do mensageiro. Pilatos chamou então aqueles que anteriormente estavam com os estandartes e lhes disse: "Jurei pela saúde de César que, se os estandartes não se dobrarem à entrada de Jesus, cortar-vos-ei as cabeças".
E o governador ordenou novamente que Jesus entrasse. O mensageiro observou a mesma conduta do início e rogou encarecidamente a Jesus que passasse por cima de seu manto. E caminhando sobre ele, entrou. Mas no momento de entrar, novamente os estandartes se dobraram e adoraram Jesus. Quando Pilatos viu a cena, encheu-se de medo e dispôs-se a deixar o tribunal.
Mas enquanto ainda pensava em levantar-se, sua mulher enviou-lhe esta carta: "Não te envolvas com esse justo, pois durante a noite sofri muito por sua causa". Então Pilatos chamou todos os judeus e lhes disse: "Sabeis que minha mulher é piedosa e que tende mais para o bem do que para segui-los em vossos costumes judeus?" Eles disseram: "Sim, sabemos". Pilatos disse-lhes: "Pois bem, minha mulher acaba de enviar-me este recado: "Não te envolvas com esse justo, pois durante a noite sofri muito por sua causa'." Mas os judeus responderam a Pilatos dizendo: "Não te dissemos que é um mágico? Sem dúvida enviou um sono fantástico a tua mulher". Pilatos então chamou Jesus e lhe disse: "Como é que estes testemunham contra ti?
Não dizes nada?" Jesus respondeu: "Se não tivessem pode para isso, não diriam nada, pois cada um é dono da sua boca para falar coisas boas e más: eles verão". Mas os anciãos dos judeus responderam, dizendo a Jesus: "Que é que nós vamos ver? Primeiro, que tu vieste ao mundo por fornicação; segundo, que o teu nascimento em Belém trouxe como conseqüência uma matança de crianças; terceiro, que teu pai José e tua mãe Maria fugiram para o Egito por encontrarem-se ameaçados na cidade". Então, alguns dos que ali estavam presentes, e que eram judeus piedosos, disseram: "Nós não estamos de acordo que haja de fornicação, mas sim sabemos que José desposou Maria e que não foi gerado através de fornicação". Pilatos disse aos judeus que afirmavam a sua origem através de fornicação: "Isto que dizeis não é verdade, posto que os esponsais foram celebrados, segundo afirmam vossos próprios compatriotas".
Então Anás e Caifás disseram a Pilatos: "Todos juntos afirmamos e não cremos que ele tenha nascido de fornicação; estes são prosélitos e seus discípulos". Pilatos chamou Anás e Caifás e disselhes: "Que significa a palavra prosélito?" Eles responderam: "Que nasceram de pais gregos e fizeram-se judeus agora". Ao que contestaram os que afirmavam que Jesus não havia nascido de fornicação (isto é: Lázaro, Astério, Antônio, Tiago, Amnés, Zeras, Samuel, Isaac, Crispo, Agripa e Judas): "Nós não nascemos prosélitos, mas sim somos filhos de judeus e dizemos a verdade, pois encontravam-nos presentes nas bodas de José e de Maria". Pilatos chamou estes doze que afirmavam não haver Jesus nascido de fornicação e disse-lhes: "Eu os conjuro pela saúde de César, dizei-me, é verdade o que afirmastes, que não nasceu de fornicação?" Eles responderam: "Nós temos uma lei que proíbe jurar, porque é pecado; deixe que estes jurem pela saúde de César que não é verdade o que acabamos de dizer, e seremos réus de morte". Então Pilatos disse a Anás e Caifás: "Nada respondem a isto?" Eles replicaram: "Tu dás crédito a estes doze que afirmam o nascimento legítimo de Jesus; enquanto isso, todos, em massa, estamos bradando que é filho de fornicação, que é feiticeiro e que se chama a si próprio Filho de Deus".
Então Pilatos ordenou que toda a multidão saísse, à exceção dos doze que negavam a origem da fornicação, e ordenou que Jesus fosse separado. Depois lhes disse: "Por que razão querem dar-lhe a morte?" Eles responderam: "Têm inveja dele por curar no Sabat". Ao que respondeu Pilatos: "E por uma boa obra querem matá-lo?" E, cheio de ira, saiu do pretório e disse-lhes: "Tomo por testemunha o sol de que não encontro nenhuma culpa neste homem". Os judeus responderam e disseram ao governador: "Se não fosse um malfeitor, não o haveríamos entregado a ti". E Pilatos disse: "Tomai-o vós e julgai-o segundo vossas leis".
Então os judeus disseram a Pilatos: "Não nos é permitido matar ninguém". Ao que Pilatos contestou: "A vós sim Deus proibiu de matar mas, e a mim?" E, entrando de novo no pretório, chamou Jesus à parte e disse-lhe: "És o rei dos judeus?" Jesus respondeu: "Dizes isto por conta própria ou pelo que os outros te disseram de mim?" Pilatos replicou: "Mas será que também sou por acaso judeus? Teu povo e os pontífices puseram-te em minhas mãos, que fizeste?" Jesus respondeu: "Meu reino não é deste mundo pois, caso contrário, meus servidores teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus; mas o meu reino não é daqui". Então Pilatos disse: "Logo, tu és rei?" Jesus respondeu: "Tu dizes que eu sou rei; pois para isto nasci e vim ao mundo, para que todo aquele que é da verdade, ouça minha voz". Pilatos disse-lhe: "Que é a verdade?" Jesus respondeu: "A verdade provém do céu".
Pilatos disse: "Não há verdade sobre a terra?" E Jesus respondeu a Pilatos: "Estás vendo que os que dizem a verdade são julgados pelos que exercem o poder sobre a terra". E deixando Jesus no interior do pretório, Pilatos foi até os judeus e lhes disse: "Eu não encontro culpa alguma nele". Os judeus replicaram: "Ele disse: "Eu sou capaz de destruir este templo e reedificá-lo em três dias'." Pilatos disse: "Que templo?" Os judeus responderam: "Aquele edificado por Salomão em quarenta e seis anos, ele diz que vai destruí-lo e reedificá-lo ao final de três dias". Pilatos disse: "Eu sou inocente do sangue deste justo; vós vereis". E os judeus disseram: "Seu sangue sobre nós e sobre nossos filhos".
Então Pilatos chamou os anciãos, os sacerdotes e os levitas e disse-lhes em segredo: "Não agi assim, pois nenhuma das vossas acusações merece a morte, já que elas referem-se às curas e à profanação do Sabat". Os anciãos, sacerdotes e levitas responderam: "Se alguém blasfema contra César é ou não digno da morte?" Pilatos disse-lhes: "É digno da morte". Os judeus disseram: "Pois se alguém que blasfema contra César é digno da morte, saiba que este blasfemou contra Deus". Depois o governador mandou que os judeus saíssem do pretório, e chamando Jesus, disse-lhe: "Que vou fazer contigo?" Jesus respondeu: "Faz como te foi ordenado". Pilatos disse: "E como me foi ordenado?" Jesus respondeu: "Moisés e os profetas falaram sobre a minha morte e sobre a ressurreição".
Os judeus e os ouvintes perguntaram então a Pilatos dizendo: "Por que continuas ouvindo essa blasfêmia?" Pilatos respondeu: "Se estas palavras são blasfêmias, prendei-o por blasfêmia, levai-o à vossa sinagoga e julgai-o segundo vossa lei". Os judeus contestaram: "Está escrito em nossa lei que se um homem peca contra outro homem merece receber quarenta açoites menos um; mas diz que se alguém blasfema contra Deus deve ser apedrejado". Pilatos disse-lhes: "Tomai-o por vossa conta e castigai-o como quiserdes". Os judeus replicaram: "Nós queremos que seja crucificado". Pilatos contestou: "Não merece a crucificação".
Então o governador lançou um olhar ao seu redor sobre a turba de judeus que estava presente e, ao ver que muitos deles choravam, exclamou: "Nem toda a multidão quer que morra". Os anciãos dos judeus disseram: "Por isso viemos todos em massa, para que morra". Pilatos perguntou-lhes: "E por que deverá morrer?" Os judeus responderam: "Porque chamou-se a si próprio filho de Deus e rei". Um certo judeu de nome Nicodemus pôs-se diante do governador e disse: "Rogo-te, bondoso como és, permiti-me dizer umas palavras: "Pilatos respondeu: "Fala". E Nicodemus disse: "Tenho falado nestes termos aos anciãos, aos levitas, à multidão inteira de Israel reunida na sinagoga: "Que pretendeis fazer com este homem?
Ele opera muitos milagres e prodígios como nenhum outro foi nem será capaz de fazer. Deixai-o em paz e não trameis nada contra ele; se os seus prodígios têm origem divina, permanecerão firmes; porém, se têm origem humana, dissipar-se-ão. Pois também Moisés, quando foi enviado da parte de Deus ao Egito, fez muitos prodígios, previamente assinalados por Deus, na presença do Faraó, rei do Egito. E estavam ali alguns homens a serviço do Faraó, Jamnes e Jambres, os quais operaram, por sua vez, não poucos prodígios como os de Moisés, e os habitantes do Egito tinham Jamnes e Jambres por deuses. Mas como os seus prodígios não provinham de Deus, eles pereceram, bem como os que lhes davam crédito.
E agora, deixai livre este homem, pois não é digno de morrer'." Os judeus disseram então a Nicodemus: "Tu te fizeste discípulo dele e por isso falas em seu favor". Nicodemus disse-lhes: "Mas então também o governador fez-se discípulo dele porque fala em sua defesa? Não o colocou César neste cargo? Os judeus estavam com muita raiva e rangiam os dentes contra Nicodemus. Pilatos disse-lhes: "Por que rangeis os dentes contra ele ao ouvir a verdade?" Os judeus disseram a Nicodemus: "A ti sua verdade e sua parte".
Nicodemus disse: "Amém, amém, que assim seja como haveis dito". Mas um dos judeus adiantou-se e pediu a palavra ao governador. Este lhe disse: "Se queres dizer algo, diz". E o judeus assim falou: "Eu estive durante trinta e oito anos deitado numa liteira, cheio de dores. Quando Jesus veio, muitos dos que estavam endemoninhados e sujeitos a diversas doenças foram curados por ele.
Então alguns jovens compadeceram-se de mim e, pegando-me com liteira e tudo, levaram-me até ele. Jesus, ao ver-me, compadeceu-se de mim e disse-me: "Pega tua maca e anda'. Eu peguei minha maca e comecei a andar". Então os judeus disseram a Pilatos: "Pergunta-lhe que dia era quando foi curado". E o interessado disse: "Era Sabat".
Os judeus disseram: "Já não te havíamos informado de que curava no Sabat e tirava demônios?" Outro judeus adiantou-se e disse: "Eu era cego de nascença, ouvia vozes, mas não via ninguém, e, ao ver passar Jesus, gritei bem alto: "Filho de Davi, apiedai-te de mim'. E compadeceu-se de mim, impôs suas mãos sobre os meus olhos e imediatamente recuperei a visão". E outro judeus adiantou-se e disse: "Estava arqueado e endireitou-me com uma palavra". E outro disse: "Havia contraído lepra e ele curou-me com uma palavra". E certa mulher chamada Berenice (Verônica) começou a gritar de longe, dizendo: "Encontrando-me doente com hemorragia, toquei a extremidade de seu manto e a hemorragia que eu vinha tendo por doze anos consecutivos, parou".
Os judeus disseram: "Existe um preceito que proíbe apresentar uma mulher como testemunha". E alguns outros, muitos homens e mulheres gritavam, dizendo: "Este homem é profeta e os demônios submetem-se a ele". Pilatos disse aos que afirmavam isto: "Por que também vossos mestres não se submeteram a ele?" Eles responderam: "Não sabemos". Outros afirmaram que havia ressuscitado Lázaro do sepulcro, defunto já de quarenta dias. Então, cheio de medo, o governador disse à multidão de judeus: "Por que vos empenhais em derramar sangue inocente?" E depois de chamar Nicodemus e aqueles doze homens que afirmavam a origem limpa de Jesus, disse-lhes: "Que devo fazer, pois está forjando um alvoroço entre o povo?" Disseram-lhe: "Nós não sabemos; eles verão".
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