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Capítulo 1 de 2
Parte 1 de 2
A Nova Revelação · Arthur Conan Doyle
www.autoresespiritasclassicos.com Livro Arthur Conan Doyle A Nova Revelação Prefácio CAPÍTULO I As Pesquisas CAPÍTULO II A Revelação CAPÍTULO III A Vida Futura CAPÍTULO IV Problemas e Limitações DOCUMENTOS SUPLEMENTARES A Outra Vida Escrita automática O abrigo de Cheriton PREFÁCIO Muitos espíritos, mais filosóficos do que o meu, se têm, sentido atraídos pela feição religiosa deste assunto e grande número de inteligências mais cientificas do que a minha têm volvido a atenção para os fenômenos psíquicos. Até agora, porém, que eu saiba, ainda ninguém tentou demonstrar a exata relação que existe entre os dois aspectos do problema. Entendo que se me fosse dado lançar alguma luz sobre esse ponto, muito teria eu contribuído para resolver-se a questão que mais importa à Humanidade. Mrs. Pipper, célebre médium, proferiu em 1899 algumas palavras que o doutor Hodgson registrou.
Achando -se em estado de hipnose, ela foi levada a falar do Espiritismo religioso e declarou: "No século vindouro, o Espiritismo se terá tornado maravilhosamente acessível ao entendimento humano. Anunciar-vos-ei, além disso, uma coisa cuja realização poderá comprovar. A evidente percepção das nossas relações com o Além será precedida de uma guerra terrível, que abalará diversas partes do mundo. Antes que, pela visão espiritual, os mortais possam ver o seu lado os amigos que deixaram de viver na Terra, mister se faz que o mundo inteiro seja purificado e por aquele meio é que ele alcançará a perfeição. Amigos, refleti muito." Tivemos a guerra terrível nas diferentes partes do mundo.
Aguardamos que se cumpra o resto da predição. AS PESQUISAS A questão das investigações psíquicas é uma das que mais me têm feito pensar e, entre todas, aquela sobre. A qual mais tardei em formar opinião. De quando em quando, à medida que avançamos na vida, certos incidentes mínimos ocorrem. Que nos forçam a reconhecer que o tempo voa que, primeiro a juventude, e, depois, a idade da madureza, fogem precipitadamente.
O que ultimamente me sucedeu. Na excelente revista Light, há uma coluna consagrada a recordar os acontecimentos que, uma geração atrás, isto é, há trinta anos, se verificaram na data correspondente à em que nos achamos. Recentemente, percorria eu essa coluna quando de súbito deparei surpreendido com o meu nome e reli em letra de forma uma carta que escrevera em 1887, relatando interes sante experiência verificada no curso de uma sessão espírita. Isto prova que data de longo tempo a meu interesse por este assunto e prova também que não formei apressadamente sobre ele a minha opinião, visto que só há um ano ou dois me declarei satisfeito com a evidência. Ao ver-me inserindo aqui, agora, a narrativa de algumas de minhas experiências e a indicação de dificuldades que se me entulharam, meus leitores não irão supor, assim o espero que o faço por egotismo, mas sim por ser o melhor meio de assinalar pontos que provavelmente se apresentará a qualquer investigador.
Depois de haver transposto esse campo, poderei considerar algo de natureza mais geral e impessoal. Ao concluir, em 1882, o curso de medicina, achei -me, como sucede à maioria dos médicos jovens, um materialista convencido, relativamente ao nosso destino pessoal. Jamais deixara de ser fervoroso deísta, por me parecer que ainda ninguém respondera a esta pergunta que, numa noite estrelada, Napoleão dirigiu a alguns professores ateus, quando em marcha para o Egito: "Quem foi, Senhores, que fez estas estrelas?" Porque, dizer que o Universo resultou da ação de leis imutáveis equivale apenas a afastar mais para atrás a questão, dando lugar a uma nova pergunta: "Quem é o autor dessas leis?" Eu não acreditava, certamente, num Deus antropomórfico, mas cria então, como agora, em uma Força inteligente, presidindo a todas ás operações da Natureza, força tão grande e tão infinitamente complexa que meu cérebro limitado não pôde nunca ir além do reconhecimento da sua existência. Consideravam igualmente o bem e mal como fatos tão óbvios que não reclamavam nenhuma revelação divina. Sempre, porém, que encarava a questão de saber se as nossas insignificantes personalidades sobreviveriam após a morte, afigurava-se-me que todas as analogias da Natureza se pronunciavam contra essa sobrevivência.
Consumida a vela, a luz se apaga. Quando a centelha elétrica se parte, cessa a corrente. A dissolução do corpo marca o fim da matéria. Cada um, ao impulso do seu egoísmo, pode julgar-se com direito a sobreviver; mas, quem quer que atente, diremos, num tratante de alta ou baixa hierarquia, será capaz de encontrar razão plausível a favor da sobrevivência de tal personalidade? Isso parecia ilusão e, assim, estava convencido de que a morte realmente punha fim a tudo, se bem não achasse que este fato fosse de molde a afetar os nossos deveres para com a Humanidade, durante a nossa transitória existência.
Essa a minha maneira de pensar, quando os fenômenos espíritas me chamaram a atenção. Sempre considerara esse assunto a maior tolice da terra e, como tivera conhecimento das fraudes de alguns médiuns, perguntava a mim mesmo de que modo podia um homem sensato crer em semelhantes coisas. Acontecendo, entretanto, que alguns amigos meus se interessavam pela questão, tomei parte com eles em sessões de mesas girantes, no curso das quais obtivemos mensagens conexas. Devo, todavia, confessar que o único efeito que em meu espírito produziram foi o de me tornarem um tanto suspeitoso de meus amigos. Foram mensagens quase sempre longas, soletradas por meio de movimentos da mesa e impossível era que representassem obra do acaso.
Alguém de certo movia a mesa. Supus fossem meus amigos e eles, provavelmente, pensavam fosse eu. Isto me perturbava e afligia, porque não os podia ter na conta de pessoas capazes de um embuste e não podia compreender a transmissão das mensagens senão por meio de uma consciente pressão exercida sobre a mesa. Por essa época - seria em 1886 - me caiu nas mãos um livro intitulado: As reminiscências do juiz Edmundo. O autor era membro da Suprema Corte dos Estados Unidos e homem de grande reputação.
Na sua obra, narrava, minuciosamente, como, morta sua esposa, pudera durante anos comunicar-se com ela. Li esse livro com interesse, mas também com absoluto cepticismo. Para mim, aquilo era apenas exemplo da possibilidade de existir uma ponta fraca na mente de um homem de caráter firme e prático, uma espécie de reação, por assim dizer, contra os fatos positivas com que lidava na sua vida cotidiana. Que espírito seria esse de que ele falava? Suponhamos que um homem, num acidente, frature a caixa craniana.
Seu caráter pode mudar completamente. De uma natureza elevada pode tornar-se de outra muito baixa. Do mesmo modo, sob a influência do álcool, do ópio, ou de qualquer droga semelhante, o espírito de um indivíduo pode mudar inteiramente. Tudo isso me demonstrava que o espírito depende da matéria. Tal a minha forma de raciocinar naquela época.
Eu não percebia então que não era o espírito que, em tais casos, se modificava e sim o corpo que lhe ser via para exercer sua atividade. Ninguém judiciosamente invocará coma argumento contra a existência de um músico a circunstância de não produzir seu violino senão sons desagradáveis, por se haver estragado. Contudo, muito estimulada fora a minha curiosidade, de sorte que continuei a ler todos os livros que me vinham às mãos, referentes ao assunto. Causou-me espanto notar que muitos homens eminentes, cujos nomes figuravam na vanguarda da ciência, se achavam inteiramente convencidos de que o espírito independe da matéria e lhe sobrevive. Enquanto considerei o Espiritismo como uma ilusão vulgar dos ignorantes, pude tratá-lo com desprezo.
Desde que, porém, o vi amparado por sábios como Crookes, que eu sabia ser o maior químico da Inglaterra, por Wallace, o rival de Darwin, e por Flammarion, o mais conhecido dos astrônomos, já me não foi possível desprezá-lo. Fácil verdadeiramente era atirar para o lado os livros desses homens, com as suas minuciosas investigações amadurecidas conclusões, e dizer: "Bem! Há em seus cérebros uma ponta fraca." Mas, muito satisfeito deve ficar consigo mesmo um homem se não vê chegar o dia de inquirir se o ponto fraco não está no seu próprio cérebro. Por algum tempo ainda me mantive no meu cepticismo, considerando que muitos homens notáveis, como o próprio Darwin, Huxley, Tindall e Herbert Spencer, zombavam desse novo rama de conhecimento. Mas, assim vim a saber que o desdém da parte deles chegara ao extremo de não quererem ao menos examiná-lo; que Spencer declarara repetidamente ter-se decidida contra ele baseada em razões a priori; que Huxley dissera não o interessar o assunto, fui forçado a admitir que, por maiores que fossem esses homens como cientistas, seu moda de proceder a tal respeito era dogmático e nada científico, ao passo que, os que estudavam os fenômenos espíritas e procuravam apreender as leis que os regem, esses seguiam o caminha que nos há conduzido à realização de todos os progressos do saber humano.
Tendo chegado tão longe o meu raciocínio, a minha posição de céptico já não era tão firme como dantes. A reforçá-lo tive as minhas próprias experiências. Note-se que eu trabalhava sem médium, o que muito se assemelha a umastrônomo que não use de telescópio. Nenhuma faculdade psíquica possuo e ainda menos os que comigo colaboravam. Entre nós apenas conseguíamos reunir força magnética - ou o que assim se denomina - em quantidade suficiente para obter da mesa suas comunicações suspeitas e, muitas vezes, estúpidas.
Ainda conservo notas dessas reuniões e cópias de algumas, pelo menos, de tais mensagens, que nem sempre eram de todo estúpidas. Recordo-me, por exemplo, de que, de uma feita, tendo, em busca de provas, perguntado quantas moedas trazia nos bolsos, a mesa respondeu: "Estamos aqui para instruir e elevar as almas, não para adivinhações." E acrescentou: "O que queremos inculcar é um estado da alma religioso e não de crítica." Creio que ninguém achará seja isto uma mensagem pueril. Por outro Iado, perseguia-me sempre o temor de uma pressão involuntária das mãos dos assistentes. Há esse tempo, um incidente se produziu que me perturbou e desgostou muito. Encontrando-nos certa noite em excelentes condições, obtivéramos bom número de movimentos que pareciam independentes, em absoluto, da nossa ação.
Recebêramos longas e minuciosas mensagens provindas, conforme nelas se dizia, de um Espírito que nos deu seu nome e declarou ter sido agente comercial e haver perdido a vida recentemente no incêndio de um teatro em Exeter. Fornecendo pormenores tão precisos, pediu-nos escrevêssemos à sua família, que vivia, segundo nos disse, num lugar chamado Slattenmere, no Condado de Cumberland. Assim fiz, mas o Correio me devolveu a carta, por ser desconhecida o lugar de seu destino. Ainda estou para saber se, naquela sessão, fomos enganados, ou se nos equivocamos ao tomarmos o endereço. Seja como for, o fato ocorreu qual o estamos narrando.
Foi para mim uma decepção tal que diminuiu de muito, durante algum tempo, o meu interesse pelo assunto. Era meu intuito estudar uma questão séria. Logo, porém, que ela começou a dar lugar a gracejos cuidadosamente arranjados, pareceu-me ser tempo de parar. Se no mundo existe um lugar chamado Slattenmere, mesmo agora, muito me alegraria sabê-lo. Clinicava eu então em Southsea, onde residia o general Drayson, homem de caráter muito distinto e um dos pioneiros do Espiritismo neste país.
Confiei-lhe o embaraço em que me via e ele me ouviu com grande paciência. Não ligou importância às minhas críticas acerca da necessidade de algumas daquelas mensagens e da absoluta falsidade de outras. "A verdade fundamental ainda não a apreendestes", disseme. "Essa verdade consiste em que cada espírito encarnado passa para o outro mundo exatamente como é neste, sem transformação alguma. O mundo que habitamos está cheia de fracos e néscios e o outro mundo também.
Nenhuma necessidade tendes de vos envolverdes com os de lá, como não tendes a de vos misturardes com os daqui. Cada um escolhe seus companheiros. Mas, que aqui na terra um homem, tendo vivido sempre só em sua casa, não freqüentando pessoa alguma, afinal se lembrasse de chegar à janela para ver em que espécie de lugar se achava. Que poderia acontecer? Que alguns garotos malcriados lhe dissessem grosserias.
O que ele não lograria era conhecer coisa alguma da sabedoria ou da grandeza do mundo. Sairia da janela crente de encontrar-se num lugar ordinaríssimo. Foi precisamente o que vos sucedeu. Numa reunião heterogênea, sem objetivo definida, metestes a cabeça para observar o outro mundo e destes com uma turba de garotos malcriados. Prossegui e tratai de obter coisa melhor." Assim falou o general Drayson e, conquanto a sua explicação me não houvesse satisfeito, no momento, acabei por compreender que ele asperamente me aproximara da verdade.
Tais foram os meus primeiros passos no Espiritismo. Continuava céptico, mas já era um investigador, e, quando a qualquer crítico da escola antiga ouvia dizer que ali nada havia a explorar, que tudo era embuste, ou que um prestidigitador bastaria para tudo desmascarar, já não tinha dúvida de que insensatez era dizer isso. Verdade é que as provas por mim reunidas até aquele momento ainda não haviam bastado para me convencerem. Entretanto, das minhas contínuas leituras tirei a conclusão de que outros já tinham aprofundado muito a questão e reconheci que os testemunhos em favor do Espiritismo eram tão poderosos quais nenhum outro movimento religioso, no mundo, poderia apresentar que se lhes comparassem. Isso não provava que ele fosse à verdade, mas, pelo menos, provava que devia ser tratada com respeito e não atirada para o lado.
Tomemos, como exemplo, um só fato, que Wallace qualificou, com razão, de "milagre moderno". Escolho-o por ser dos mais incríveis. Refiro-me à façanha de D. D. Home - que, seja dito de passagem, não era, como geralmente se supõe, um aventureiro pago e sim homem de boa família - atirando-se de uma janela a outra, a uma altura de setenta pés (1) do solo.
Não pude acreditar. Informado, porém, de que três testemunhas oculares atestavam o fato e que es sas testemunhas eram lorde Dunraven, lorde Lindsay e o capitão Wayne, todos homens honrados e de grande reputação, os quais mais tarde assentiram em afirmar o sucedido sob juramento, fui obrigado a admitir que a evidência, nesse caso, era mais direta do que com relação a qualquer dos longínquos acontecimentos que todo o mundo conveio em aceitar por verdadeiros. Continuei sempre, durante todos esses anos, a fazer sessões de mesas falantes, cujos resultados foram, muitas vezes, nulos; de outras, insignificantes e, de algumas, surpreendentes. Ainda guardo as notas dessas sessões e vou reunir aqui os resultados de uma em que foram bem definidos, dando-me, acerca da vida de além-túmulo, informes tão opostos às minhas idéias a tal respeito que, então, mais me divertiram do que edificaram. Tão intimamente concordantes, entretanto, os acho agora com as revelações de Raymond (2) e com outras mais recentes, que muito diversamente os considero.
Sei que todas essas narrativas da vida no Além diferem nas particularidades - como diferem, creio, muitas das que se fazem da vida terrena, mas, em geral, há entre elas grande semelhança. No caso que vou relatar, o que de semelhante havia nas infor mações recebidas longe estava do conceito que, sobre aquela vida, formávamos as duas senhoras que comigo compunham o círculo das minhas sessões e eu. Dois foram os espíritas que se comunicaram conosco e nos transmitiram mensagens. Do primeiro a mesa soletrou o nome: "Doroteia Poslethwaite", nome que de todo desconhecíamos. Disse que morrera havia um lustro, em Melbourne, na idade de dezesseis anos; que era então feliz; que trabalhava e que freqüentara a mesma escola que uma das senhoras presentes.
A meu pedido, a senhora indicada retirou as mãos da mesa e citou uma série de nomes. Ao ser pronunciado o nome exato da diretora da escola, a mesa se inclinou, o que nos pareceu uma prova. O Espírito disse mais: que a esfera em que vivia circundava a terra; que conhecia os planetas; que habita Marte uma raça muito mais adianta da do que a nossa e que os canais ali existentes são artificiais; que na esfera onde se achava não há males corporais, mas apenas ansiedade mental; que os espíritos eram governados e tomavam alimentos; que fora católica e ainda o era. Nem por isso, entretanto, se via melhor tratada do que os protestantes. Disse mais que, entre os da sua esfera, havia budistas e maometanos, mas que todos tinham igual tratamento.
Nunca vira o Cristo, nem dele sabia mais do que quando estava na terra, porém acreditava na sua influência. Os espíritos, referiu, moravam e morriam na esfera em que se encontravam antes de passarem a outra; que lhes eram proporcionados prazeres como, por exemplo, o da música. Estava numa região de luz e alegria. Acrescentou que os espíritos não eram nem ricos nem pobres e que as condições gerais da existência eram muitíssimo mais venturosas do que as do viver terreno. Esse espírito nos deu boa-noite e logo uma outra influência muito mais enérgica se apoderou da mesa, que entrou a mover-se violentamente.
Em resposta às minhas perguntas, disse ser o espírito de um homem, a quem chamarei Dodd, que fora famoso jogador de críquete e que comigo tivera uma séria conversação no Cairo, antes de subir o Nilo, onde encontrara a morte na expedição Dongolesa. Deva observar que, na progressão de meus estudos, já nos achamos no ano de 1896. Nenhuma das duas senhoras comigo sentadas à volta da mesa conhecia Dodd. Comecei a interrogá-Io exatamente como se o tivera sentado defronte de mim e ele a me responder com presteza e decisão por vezes respostas tão em oposição ao que eu esperava, que nenhuma suspeita poderia haver de que o meu pensamento o influenciava. Disse-nos ser feliz e não desejar voltar a terra.
Fora livre-pensador, mas daí nenhum sofrimento lhe adviera na outra vida. Reconhecia, contudo, que a prece é muito salutar porque nos põe em contacto com o mundo espiritual. Se houvesse orado mais, teria chegado a maior altura nesse mundo. Cumpre-me assinalar que isto me pareceu em contradição com o que ele antes declarara - "que nenhum sofrimento lhe adviera do fana de ter sido livre-pensador", acrescendo que muitos, sem serem livres-pensadores, pouco se lembram de orar. Voltemos a Dodd.
Morrera sem sofrimento. Recordou a morte de Polwhele, jovem oficial, que antes dele desenc arnara. Ele, Dodd, quando morreu, recebeu as boas-vindas de muitos espíritos que vieram ao seu encontro. Entre estes, porém, não vira Polwhele. Fora informado da queda de Dongola, mas não estivera presente em espírito ao banquete que depois se realizou no Cairo.
Lembrou-me a nossa conversação nesta cidade. Disse ter que trabalhar e que possuía conhecimentos muito mais amplos do que quando na vida terrena. Informou que a duração da vida lá, onde se achava, era mais curta do que na terra. Não vira o general Gordon, nem qualquer outra espírito famoso Os espíritos viviam em famílias e comunidades. Os esposos não se encontravam forçosamente.
Leitura livre, oferecida pelo Conhecer para Transformar.