Orações · Poesias divinas

O Cântico da Verdade

Ouça a oração · 3:33

Deus é a Infinita Essência, a Divina Magnitude,
Não faz discursos, é através de leis que ativa,
Assim comanda o Infinito, a Sacra Plena Virtude,
Pois sendo a Alma do Todo, é Origem e é Diretiva.

Espera a vossa Inteligência – conhecimento de leis,
E o vosso Amor aguarda – para que pratiqueis o Bem;
Abomina idolatrias e fingimentos, assim como fazeis,
E na Lei e no Cristo, demonstrou-vos o que convém.

Entretanto, gentes perversas, inventastes ilusões,
Simulacros, paus e pedras, e mil e um paganismos;
E adorando liturgias, o comércio das profanações,
Desprezastes o Caminho do Senhor, descendo abismos!

Fizestes do Cristo um pretexto, um formal apenas,
Vértice dos mais horríveis e brutais politiquismos!
Em Seu Nome, matulas fingidas, veras soturnas falenas,
Cantais de Autoridade, explorando tétricos manobrismos!

No lugar da lucidez cerebral, da Inteligência feliz,
No lugar do coração nobre, a praticar atos amorosos,
Vos entregastes às simulações, e a História o diz,
Provando que viveis, tempos terríveis, clamorosos!

Alertai-vos, filhos do Senhor, que a hora reclama,
Basta de ludíbrios, de simulações de toda a sorte!
Porque o Senhor do Todo, a Quem a Verdade proclama,
Quer a vossa Glória, jamais a dor e a vossa morte!

Vinde pois a Deus, por Mim, a Sabedoria das leis,
Deixai os paganismos mal encobertos – as desgraças!
Apartai-vos de tais arremedos, se de fato quereis,
Uma vida de Amor, de Virtude e de Celestes Graças!

Sois Cristos em elaboração, Mentes a desabrochar,
Com a Inteligência e o Amor, em tempo de expandir!
Com fingimentos e paganismos, estais a sossobrar,
Fazendo imperar a Dor, e cavando trevas no porvir!

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